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Aos 12 anos, começou a construir seu próprio avião monomotor, o Zenith CH 601 XL, e chegou a pilotá-lo antes mesmo de poder dirigir um carro
Sabrina González Pasterski mostrou que os limites impostos pela idade eram apenas números / Reprodução/Getty Images
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Desde cedo, Sabrina González Pasterski mostrou que os limites impostos pela idade eram apenas números. Aos 12 anos, começou a construir seu próprio avião monomotor, o Zenith CH 601 XL, e chegou a pilotá-lo antes mesmo de poder dirigir um carro.
Esse interesse precoce por engenharia e ciência sinalizava o que viria a ser uma carreira marcada por feitos extraordinários na física teórica.
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Filha de imigrantes cubanos e poloneses, nascida em Chicago em 3 de junho de 1993, Pasterski se destacou nos estudos desde a infância. Após concluir sua educação básica em escolas públicas, enfrentou a lista de espera do MIT, mas acabou sendo aceita.
No Instituto de Tecnologia de Massachusetts, formou-se em Física com média 5.0, a nota máxima, tornando-se a primeira mulher a se graduar em primeiro lugar no curso, um feito inédito na instituição.
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Reconhecimentos internacionais rapidamente surgiram. Ainda jovem, entrou para a lista “30 Under 30” da Forbes e foi apontada pela Scientific American como uma das promissoras talentos da ciência contemporânea.
Sua trajetória acadêmica precoce foi marcada por descobertas significativas, incluindo a participação na identificação do “efeito memória de spin”, trabalho que chamou a atenção de Stephen Hawking em 2016.
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O doutorado em Harvard, iniciado aos 21 anos, consolidou sua reputação. A tese, publicada na prestigiosa Physics Reports, a tornou apenas a segunda doutoranda de Harvard a ter um trabalho na revista antes de concluir o Ph.D., que obteve em 2019.
Durante o período, ela começou a explorar questões fundamentais da física de altas energias, abrindo caminho para pesquisas sobre a gravidade quântica e o comportamento de buracos negros.
Após o doutorado, optou por experiências que privilegiaram a pesquisa pura sobre ganhos financeiros imediatos. Em 2021, recusou uma proposta de US$ 1,1 milhão da Universidade Brown e ingressou no Perimeter Institute for Theoretical Physics, no Canadá, onde atualmente lidera a Celestial Holography Initiative, focada em unificar espaço-tempo e mecânica quântica por meio de modelos matemáticos avançados.
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Apesar do apelido de “novo Einstein”, Pasterski evita comparações. Para ela, a ciência é resultado de esforços coletivos e acumulativos. Além da carreira acadêmica, dedica-se a projetos que incentivam a presença feminina em STEM, reforçando a importância de ampliar oportunidades em ciência, tecnologia, engenharia e matemática.