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Quem assume o poder? Trump e oposição divergem sobre o futuro da Venezuela

O Presidente dos EUA planeja enviar gigantes do setor para 'consertar' infraestrutura e afirma que Maduro está sob custódia americana

Giovanna Camiotto

Publicado em 03/01/2026 às 15:02

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Donald Trump antes de pronunciamento oficial na Casa Branca / Mandel Ngan/AFP/Agência Brasil

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Os Estados Unidos deflagraram na madrugada deste sábado (3) uma ofensiva militar de proporções históricas contra a Venezuela, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O presidente Donald Trump descreveu a ação como a maior operação militar do país desde a Segunda Guerra Mundial, utilizando um poderio esmagador aéreo, terrestre e marítimo para tomar o controle de pontos estratégicos em Caracas e outros estados.

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O foco central do governo americano após a queda do regime é o setor energético. Trump declarou que pretende abrir a exploração de combustíveis às gigantes petrolíferas americanas para recuperar a infraestrutura venezuelana. Segundo ele, o setor foi "roubado" de Washington por gestões anteriores.

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"Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos EUA vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país", afirmou Trump em um pronunciamento oficial.

O presidente americano reforçou sua visão sobre a história da indústria local, acusando os governos venezuelanos de apropriação indébita: "Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós. Foi um dos maiores roubos de propriedade americana na história."

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Quem assume?

Enquanto Maduro e Flores seguem sob custódia americana a caminho de Nova York, a política interna da Venezuela entra em colapso. Há uma forte divergência entre Donald Trump e a oposição de Nicolás Maduro sobre quem deverá assumir a gestão governamental do país.

Em entrevista à rede de TV Fox News, o presidente americano foi questionado se a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, seria colocada no poder pelos EUA, mas Trump desconversou: "ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela".

Trump ainda indicou a a probabilidade da vice-presidente Delcy Rodríguez assumir a gestão do país. Ela, por sua vez, exigiu uma "prova de vida" de Maduro e classificou a ação como uma agressão estrangeira.

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Já María Corina afirmou que este é o momento da reconstrução e sugeriu outro nome para assumir o poder imediatamente: "Esta é a hora dos cidadãos. Edmundo González Urrutia é o legítimo presidente e deve assumir de forma imediata seu mandato constitucional."

O cenário internacional permanece em alerta máximo, embora Trump tenha garantido que a China continuará recebendo petróleo, por exemplo. 

Até a última atualização, não havia balanço oficial de mortos ou feridos.

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