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O estudo da Universidade de Münster em parceria com a consultoria 4 Day Week Global analisou 45 empresas de diferentes setores e tamanhos
Dois anos depois, os resultados mostram que a iniciativa foi mais do que um experimento e gerou impactos concretos na rotina das organizações / Foto de Thomas Kinto no Unsplash
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Na Alemanha, várias empresas testaram um modelo de trabalho diferente, reduzindo a semana para quatro dias enquanto mantinham 100% do salário e realizavam 80% da jornada habitual. O objetivo era avaliar se essa mudança afetaria a produtividade ou o desempenho financeiro.
Dois anos depois, os resultados mostram que a iniciativa foi mais do que um experimento e gerou impactos concretos na rotina das organizações.
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O estudo da Universidade de Münster em parceria com a consultoria 4 Day Week Global analisou 45 empresas de diferentes setores e tamanhos.
Dois anos após o inÃcio do projeto piloto, 70% delas continuavam a aplicar algum formato de semana reduzida. Entre microempresas com até nove funcionários e grandes corporações com mais de 250 trabalhadores, a implementação variou de acordo com as necessidades.
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Cerca de 22% adaptaram o modelo original, criando semanas alternadas, reduzindo a jornada anual ou ajustando a programação interna conforme a demanda.
O principal receio das empresas era que a redução da jornada prejudicasse a produtividade. Os dados indicam que isso não aconteceu e algumas organizações até registraram pequenas melhorias.
A reorganização de tarefas, a eliminação de reuniões desnecessárias e o aumento da autonomia das equipes explicam parte do sucesso. Os resultados mostram que a eficiência passou a ser medida pela entrega e não pelo tempo presencial no escritório.
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O efeito mais expressivo ocorreu no equilÃbrio entre vida pessoal e trabalho, com 90% dos funcionários relataram melhorias nesse aspecto. Além disso, 38% das empresas observaram redução nas faltas e licenças médicas.
Mais de 50% dos trabalhadores não perceberam mudanças nesse indicador, mas todos destacaram maior controle sobre a rotina e menos estresse. O aumento do engajamento se refletiu na percepção das empresas como locais mais atrativos para trabalhar.
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O estudo aponta que 87% das empresas melhoraram a retenção de profissionais e 75% relataram maior facilidade para atrair novos talentos. Esses números indicam que a redução da jornada se tornou um diferencial competitivo em um mercado europeu com escassez de mão de obra qualificada.
Apesar dos bons resultados, 30% das empresas retornaram à semana tradicional de cinco dias. Os principais motivos foram dificuldades de coordenação com clientes, picos de trabalho difÃceis de gerenciar e estruturas internas pouco flexÃveis.
Esses dados mostram que a redução da jornada não é aplicável a todas as organizações, mas pode ser ajustada para atender diferentes contextos.
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