Putin afirma que líder do Grupo Wagner cometeu sérios erros

Putin elogiou o ex-aliado, o chamando de "empresário talentoso", a quem conhecia desde que começou na política nos anos 1990 na prefeitura de São Petersburgo, cidade natal de ambos

Putin prometeu uma "investigação completa" sobre o incidente com o avião

Putin prometeu uma "investigação completa" sobre o incidente com o avião | Kremlin

Na primeira manifestação de uma autoridade russa sobre a morte do líder do grupo mercenário Wagner, o presidente Vladimir Putin afirmou nesta quinta (24) que Ievguêni Prigojin era um “empresário talentoso”, mas que “cometeu alguns erros sérios em sua vida”.

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Prigojin liderou, há dois meses, um levante contra a cúpula militar russa após ter a liberdade de ação de seu grupo ameaçada pelos seus rivais nas Forças Armadas. Atuante na Guerra da Ucrânia, ele negou depois que seu alvo fosse o presidente, de quem o “chef de Putin” era amigo pessoal.

O presidente russo falou em comentários gravados para a TV estatal. “Ele era um homem com um destino difícil. Ele cometeu alguns erros sérios em sua vida”, afirmou. Ofereceu “sinceras condolências” à família de Prigojin e das outras nove pessoas mortas na quarta (23), quando um avião do Wagner caiu naquilo que aliados e analistas veem como uma provável ação do Kremlin.

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Putin elogiou o ex-aliado, o chamando de “empresário talentoso”, a quem conhecia desde que começou na política nos anos 1990 na prefeitura de São Petersburgo, cidade natal de ambos. Lá, o restaurante do ex-presidiário Prigojin atraía políticos, e ele acabou fornecendo serviços de alimentação ao governo russo e ao Kremlin após a ascensão do líder, em 1999.

Diversificou tanto sua atuação que foi estimulado, por contratos oficiais que chegaram segundo Putin a US$ 1 bilhão anual em 2022, a montar do grupo mercenário em 2014. Atuou na anexação da Crimeia e passou a vender seus serviços a diversos países africanos e à Síria.

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No ano passado, virou instrumento importante na invasão russa da Ucrânia, entrando em atrito com os militares, que não gostaram de ver seu espaço disputado. A crise desaguou no motim encerrado com um acordo obscuro no dia 24 de junho.

“Ele alcançou os resultados necessários para si e no esforço conjunto que eu pedi que ele realizasse nos últimos meses”, disse Putin, numa referência indireta à tomada da estratégica cidade de Bakhmut, na Ucrânia, numa batalha que o Wagner disse ter perdido 16 mil soldados.

Putin prometeu uma “investigação completa” sobre o incidente com o avião, mas afirmou que isso deverá “levar algum tempo”.