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Presidente Díaz-Canel defende trabalho de médicos cubanos no Brasil

O Ministério de Saúde Pública de Cuba anunciou, nesta quarta-feira, que não continuará no Programa Más Médicos, ante os condicionamentos expostos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para os profissionais cubanos.

Agência Brasil

Publicado em 15/11/2018 às 11:09

Atualizado em 15/11/2018 às 11:16

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Em mensagem no Twitter, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, defendeu trabalho dos médicos de seu país no Brasil . / Agência EFE/Alejandro Ernesto

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou de digno, profissional e altruísta o trabalho desenvolvido por profissionais cubanos no Programa Mais Médicos, no Brasil. As autoridades cubanas anunciaram hoje (14) a saída de seus profissionais do programa.

Em mensagem publicada em sua conta no Twitter (@DiazCanelB), o presidente cubano pediu respeito e defendeu os serviços de seus especialistas no Brasil, após questionamento do presidente eleito Jair Bolsonaro, que, segundo ele, fez referências diretas, depreciativas e ameaçadoras sobre a presença dos médicos cubanos.

'#Mais Médicos Com dignidade, profunda sensibilidade, profissionalismo, entrega e altruísmo, os colaboradores cubanos prestaram um valioso serviço ao povo do #Brasil. Atitudes com tal dimensão humana devem ser respeitadas e defendidas. #SomosCuba', tuitou Díaz-Canel.

O Ministério de Saúde Pública de Cuba anunciou, nesta quarta-feira, que não continuará no Programa Más Médicos, ante os condicionamentos expostos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para os profissionais cubanos.

Em nota, o ministério explicou que a saída do programa já foi comunicada à diretoria da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e aos líderes políticos brasileiros que idealizaram o Mais Médicos, que proporcionava serviços de saúde à população pobre do Brasil.

De acordo com o texto diz que Bolsonaro, com referências diretas, depreciativas e ameaçadoras sobre a presença dos profissionais cubanos no Brasoç, declarou e reiterou que modificará termos e condições do Mais Médicos em desrespeito à Organização Pan-Americana da Saúde e ao que foi conveniado pela Opas com Cuba.

No comunicado, o ministério lembra que Bolsonaro questionou também a preparação dos profissionais cubanos e condicionou sua permanência no programa à revalidação do diploma e apenas por meio de contratação individual.

“As modificações anunciadas impõem condições inaceitáveis e descumprem as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificadas em 2016 com a renegociação do Termo de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e o convênio de cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério de Saúde Pública de Cuba', diz ainda o comunicado.

Para o ministério, as condições expostas pelo presidente eleito do Brasil impossibilitam a presença de profissionais cubanos no Programa Mais Médicos.

O Ministério de Saúde Pública reiterou o compromisso de Cuba com os princípios solidários e humanistas que, durante 55 anos, nortearam a cooperação médica cubana.

De acordo com a pasta, a iniciativa da então presidenta Dilma Rousseff, da qual Cuba participa desde 2013, tinha o propósito de assegurar atendimento médico ao maior número possível de brasileiros em conformidade com o princípio de cobertura sanitária universal defendido pela Organização Mundial da Saúde.

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