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Povo safadinho: Série picante da Netflix faz busca por termo 'alinhamento coital' disparar no Google

Por causa da cena, presente no 5º episódio, as buscas pelo termo "alinhamento coital" subiram rapidamente

Cena da série 'Sex/Life', da Netflix. / Divulgação

"Chama-se técnica de alinhamento coital. Há vários livros sobre o assunto. Quando feita corretamente, fornece a conexão máxima, tanto física quanto emocional. Eu me senti mais próxima dele do que já me senti com qualquer outra pessoa": é assim que a personagem Billie (Sarah Shahi), da série 'Sex/Life', da Netflix, define a experiência que teve com o ex-namorado, Brad (Adam Demos). Na trama, ela vive uma mulher casada e com filhos que, insatisfeita com a vida sexual, não consegue esquecer o relacionamento do passado.

Por causa da cena, presente no 5º episódio, as buscas pelo termo "alinhamento coital" subiram rapidamente: dados do Google Trend apontam que, entre o dia 13 de junho e o dia 4 de julho, elas não pararam de subir. Em uma escala de 0 a 100, o índice de interesse pelo assunto chegou a 100.

A sexóloga Nany Maravilha, especialista em fisioterapia em uroginecologia e professora de pompoarismo há 12 anos, explica que, apesar de o nome complicado, trata-se de um truque bastante simples de ser feito: "É a posição clássica 'papai e mamãe', com o homem por cima da mulher, porém com os corpos mais grudados, a fim de provocar a estimulação do clitóris", define. 

A posição ganhou este nome no final dos anos 80, através do pesquisador Edward Eichel. Percebendo que muitas mulheres tinham dificuldade em chegar ao orgasmo somente com a penetração, ele comprovou, através de estudos feitos com casais heterossexuais, que a posição aumenta as chances de a mulher chegar ao orgasmo.

Também chamada de "The CAT" (diminutivo de "coital alignment technique"), ela é um incremento: em vez de o homem ir somente para frente e para trás, como no "papai e mamãe" tradicional, ele joga seu corpo um pouco mais para frente, de modo que os ombros fiquem alinhados na altura do queixo da parceira. Em seguida, faz um balanço lento, prestando atenção na fricção do clitóris.

Por fim, a sexóloga explica que a conexão emocional sentida por Billie na série tem a ver tanto com a posição, quanto com o relacionamento entre os personagens. "Por ser uma posição em que há muito contato de pele e troca de olhares, isso pode elevar a sensação de que os parceiros estão fortemente conectados. No entanto, o sentimento fica mais forte de acordo com a relação que se tem com o parceiro. Se existe intimidade e paixão, isso aumenta as chances de prazer no sexo", diz.

*Do UOL, por Ana Bardella, para a coluna UNIVERSA

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