Polícia do Reino Unido liberta suspeitos no caso dos drones em Gatwick

A legislação britânica estipula que drones não podem ser usados a menos de um quilômetro de um aeroporto e não podem superar uma altitude de 122 metros.

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24 DEZ 2018Por Folhapress00h29

A polícia britânica informou ter libertado Paul Gait, 47, e Eliane Kirk, 54, neste sábado (22), um dia após terem sido presos por suposto envolvimento no "uso criminoso de drones" no aeroporto de Gatwick, em Londres, que fez milhares de pessoas perderem seus voos.

A polícia de Sussex divulgou que os dois, cujas identidades foram reveladas pelo jornal Telegraph, haviam cooperado com a polícia -foram interrogados por quase 36 horas- e não eram mais considerados suspeitos.

"Ambos colaboraram totalmente com nossas investigações, e estou convencido de que não são mais suspeitos nos incidentes com drones em Gatwick", disse o detetive-chefe Jason Tingley.

Os drones foram vistos pela primeira vez voando em torno de Gatwick, o segundo maior aeroporto do Reino Unido, na quarta-feira (19), o que obrigou o fechamento da pista e afetou mais de mil voos, provocando caos para mais de 120 mil pessoas a poucos dias do Natal. 

Uma vez que o casal foi liberado, a polícia britânica continua com as investigações para identificar quem pode ter participado das ações que levaram, só na quinta-feira (20), a mais de 50 aparições de drones na região do aeroporto.

A legislação britânica estipula que drones não podem ser usados a menos de um quilômetro de um aeroporto e não podem superar uma altitude de 122 metros.

Veículos aéreos não tripulados têm se tornado ameaça a aeroportos ao redor do mundo. No Reino Unido, o número de quase colisões entre drones privados e aeronaves mais do que triplicou entre 2015 e 2017, com 92 incidentes registrados no ano passado.