A proibição do chiclete em Singapura surgiu no início da década de 1990 / Unplash
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A proibição do chiclete em Singapura surgiu no início da década de 1990 como resposta a um problema urbano que, à primeira vista, parecia trivial, mas causava prejuízos recorrentes à cidade-estado.
Em 3 de janeiro de 1992, o governo passou a impor fortes restrições à importação e à venda do produto, após uma série de episódios de descarte inadequado em áreas públicas. O acúmulo de chicletes em ruas, prédios e equipamentos urbanos vinha gerando custos elevados de limpeza e manutenção.
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Um dos principais focos da medida foi o sistema de transporte rápido. Chicletes grudados em portas e sensores dos trens comprometeram o funcionamento das composições, provocando falhas técnicas, atrasos frequentes e aumento nas despesas operacionais.
Diante do cenário, a solução adotada foi classificar o chiclete como item proibido, incluído na lista alfandegária de mercadorias com controle rigoroso de entrada no país.
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Reconhecida mundialmente pela organização, limpeza e eficiência, Singapura reforçou, com a proibição, valores já consolidados em sua identidade urbana. O objetivo da medida não era apenas manter a estética da cidade, mas também reduzir gastos públicos e preservar a infraestrutura.
Com a entrada em vigor da regra, a presença de resíduos de chiclete em vias públicas, estações e edifícios caiu de forma significativa. A redução dos danos estruturais resultou em economia aos cofres públicos e contribuiu para a manutenção da imagem de cidade extremamente organizada.
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Na época, o então primeiro-ministro Goh Chok Tong defendeu a decisão como necessária para combater práticas de vandalismo cotidiano e assegurar o pleno funcionamento dos serviços públicos. Para o governo, a disciplina coletiva sempre foi considerada um pilar do desenvolvimento urbano.
Mais de dez anos depois, em 2004, a legislação passou por uma flexibilização pontual. O consumo de chicletes com finalidade terapêutica, como os utilizados em tratamentos para parar de fumar, foi autorizado sob regras rigorosas.
Esses produtos só podem ser comercializados em farmácias credenciadas e mediante prescrição médica, mantendo o controle do Estado sobre o uso. A mudança ocorreu após a assinatura de um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, evidenciando que Singapura ajusta suas políticas quando necessário, sem abrir mão do compromisso com ordem, limpeza e eficiência urbana.
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