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O fenômeno é tão agressivo que a pressão atmosférica deve despencar 30 milibares em apenas 24 horas um ritmo muito superior ao necessário para ser classificado como 'bomba'
Diferente de um furacão, que nasce em águas tropicais, o ciclone-bomba surge do choque brutal entre o ar polar (congelante) e o ar quente do oceano / ImageFX
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O que os meteorologistas estão vendo nos radares neste final de semana não é uma tempestade comum. Um sistema de baixa pressão está passando por uma 'intensificação explosiva' ao largo da costa leste dos Estados Unidos, transformando-se no que a ciência chama de Ciclone-Bomba.
O fenômeno é tão agressivo que a pressão atmosférica deve despencar 30 milibares em apenas 24 horas — um ritmo muito superior ao necessário para ser classificado como 'bomba'.
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Diferente de um furacão, que nasce em águas tropicais, o ciclone-bomba surge do choque brutal entre o ar polar (congelante) e o ar quente do oceano. Esse contraste cria um vácuo de pressão que 'alimenta' a tempestade como se fosse combustível, gerando:
Ventos de furacão: Rajadas capazes de derrubar árvores e destruir redes elétricas.
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Nevasca Cega: Acúmulo rápido de neve com visibilidade zero.
Caos Aéreo: Mais de 1.500 voos já foram cancelados apenas neste sábado.
A situação é crítica porque o sudeste americano ainda se recuperava de uma megatempestade na semana passada, que cancelou 20 mil voos. Agora, estados como Geórgia, Virgínia e as Carolinas (Norte e Sul) decretaram emergência novamente para evitar um colapso na logística e na infraestrutura.
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O perigo invisível: Em alto-mar, a tempestade parece organizada e agressiva, mas é ao tocar a costa que ela revela sua face mais destrutiva, paralisando estradas e interrompendo o fornecimento de energia para milhões de pessoas.
Para entender o tamanho do perigo, basta olhar para a velocidade com que este sistema se organiza. O principal indicador de um ciclone-bomba é o ritmo da queda de pressão, que neste evento deve atingir impressionantes 30 milibares em apenas 24 horas, configurando o que os meteorologistas chamam de intensificação explosiva.
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O reflexo imediato dessa força descomunal é sentido no setor logístico, com um impacto aéreo que já registra mais de 1.500 voos cancelados e uma tendência de alta à medida que a frente avança. Com o risco iminente de ventos intensos e neve acumulada, os estados sob alerta máximo — Geórgia, Virgínia e as Carolinas — já operam em regime de emergência.
O risco principal agora é o efeito combinado das rajadas de furacão com a visibilidade zero, uma mistura letal que pode paralisar cidades inteiras em questão de minutos