No Brasil, por sua vez, existe uma aranha capaz de produzir teia de "ouro", até cinco vezes mais resistente que o aço / Divulgação
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Pesquisadores no sul da Tailândia fizeram uma descoberta extraordinária: uma tarântula com coloração azul-neon jamais registrada pela ciência. O raro aracnídeo foi localizado em uma floresta de mangue, um ambiente incomum para esse tipo de espécie.
O registro aconteceu na província de Phang Nga, durante uma expedição conduzida pela Universidade Khon Kaen. Os cientistas encontraram o animal subindo em uma árvore, chamando atenção imediatamente pelo brilho metálico de sua coloração.
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A nova espécie foi batizada de Chilobrachys natanicharuml. Seu tom azul-elétrico é resultado de nanoestruturas nos pelos, e não de pigmentos, criando um efeito óptico raro na natureza, embora observado em algumas tarântulas.
Além do azul vibrante, os filhotes costumam apresentar nuances violetas. Aproveite e veja também: Aranha zumbi? Fungo idêntico ao de 'The Last of Us' é encontrado por pesquisador no Brasil
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No Brasil, por sua vez, existe uma aranha capaz de produzir teia de “ouro”, até cinco vezes mais resistente que o aço.
De acordo com Narin Chomphuphuang, líder do estudo, encontrar os exemplares não foi tarefa fácil. “Durante a expedição, caminhamos à tarde e à noite com a maré baixa e conseguimos capturar apenas dois indivíduos”, contou à CNN.
Embora comerciantes locais já tivessem visto a espécie, ela nunca havia sido formalmente descrita. Os pesquisadores acreditam que a tarântula está entre as mais raras do planeta, especialmente devido ao avanço do desmatamento na região de mangue.
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Enquanto isso, a Amazônia brasileira continua revelando novas espécies de peixes elétricos. Nos últimos dez anos, cientistas descreveram 70 variedades, incluindo o campeão de voltagem: o Electrophorus voltai, capaz de gerar descargas de até 860 volts.
Segundo o professor Luiz Peixoto, da Universidade Federal do Pará, publicado na Folha de S. Paulo, esse avanço é resultado do uso de tecnologias modernas, como a tomografia computadorizada, que permitem estudar detalhes internos sem precisar dissecar os animais.
Esses peixes possuem células especiais chamadas eletrócitos, que funcionam como pequenas baterias. Quando ativadas em conjunto, produzem descargas que variam de 10 volts em espécies menores até os impressionantes 860 volts do Electrophorus voltai.
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Curiosamente, o uso das descargas varia entre as espécies: enquanto algumas as utilizam para caçar, outras empregam a habilidade principalmente para navegação em águas turvas.