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Países fazem retaliação e restringem vistos para viajantes dos Estados Unidos

Governos respondem a restrições de Donald Trump e suspendem isenções para americanos; Paquistão passa a exigir visto pago e lento

Giovanna Camiotto

Publicado em 20/01/2026 às 19:49

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Diversos países anunciaram a suspensão de facilidades de viagem para cidadãos dos Estados Unidos / Imagem de FreePik

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Numa escalada de tensões diplomáticas e migratórias, diversos países anunciaram a suspensão de facilidades de viagem para cidadãos dos Estados Unidos. A movimentação ocorre após o governo de Donald Trump expandir restrições de viagem para 39 nações e suspender o processamento de vistos em um total de 75 países. Como resposta, nações africanas e o Paquistão decidiram adotar medidas de reciprocidade, dificultando a entrada de americanos em seus territórios.

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As nações africanas do Chade, Níger, Burkina Faso e Mali interromperam a emissão de vistos para americanos, descrevendo a ação como um movimento recíproco. A medida sinaliza um endurecimento na diplomacia regional frente às políticas de Washington.

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O Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional do Mali emitiu um comunicado oficial informando que os cidadãos dos EUA estarão sujeitos às "mesmas condições e requisitos impostos pelas autoridades americanas aos cidadãos malineses que entram nos Estados Unidos".

O Paquistão também alterou drasticamente suas regras de entrada, após ser incluído na lista do Departamento de Estado dos EUA para a qual o processamento de todos os vistos de imigrantes será interrompido a partir de 21 de janeiro de 2026. Em resposta, o governo paquistanês suspendeu o seu programa de "visto antes da chegada", que permitia que cidadãos de 125 países, incluindo americanos, solicitassem permissão de entrada de forma simplificada e gratuita pela internet.

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Em resposta às novas políticas migratórias de Washington, países como Mali e Chade suspenderam a emissão de vistos para cidadãos americanos. As nações africanas alegam reciprocidade diplomática, aplicando aos viajantes dos EUA as mesmas exigências e restrições impostas aos seus próprios cidadãos pela administração Trump/Pexels
Em resposta às novas políticas migratórias de Washington, países como Mali e Chade suspenderam a emissão de vistos para cidadãos americanos. As nações africanas alegam reciprocidade diplomática, aplicando aos viajantes dos EUA as mesmas exigências e restrições impostas aos seus próprios cidadãos pela administração Trump/Pexels
O governo do Paquistão encerrou o programa de vistos gratuitos e simplificados para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Agora, viajantes dessas nacionalidades devem enfrentar um processo mais burocrático, com taxas que chegam a 60 dólares e prazos de emissão estendidos para até sete dias úteis/Pexels
O governo do Paquistão encerrou o programa de vistos gratuitos e simplificados para cidadãos dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Agora, viajantes dessas nacionalidades devem enfrentar um processo mais burocrático, com taxas que chegam a 60 dólares e prazos de emissão estendidos para até sete dias úteis/Pexels
A escalada de restrições de vistos entre os Estados Unidos e outras 75 nações gera incertezas no setor de turismo global. Países que antes facilitavam a entrada de americanos agora adotam critérios rigorosos de entrada, revertendo políticas de abertura que visavam atrair investimentos e visitantes estrangeiros/Pexels
A escalada de restrições de vistos entre os Estados Unidos e outras 75 nações gera incertezas no setor de turismo global. Países que antes facilitavam a entrada de americanos agora adotam critérios rigorosos de entrada, revertendo políticas de abertura que visavam atrair investimentos e visitantes estrangeiros/Pexels
Com a expansão do banimento de viagens para 39 países pelo governo Trump, o processamento de vistos de imigrantes foi pausado em diversas regiões. O cenário de isolamento diplomático motiva governos na África e na Ásia a revisarem seus acordos bilaterais de trânsito com os Estados Unidos/Pexels
Com a expansão do banimento de viagens para 39 países pelo governo Trump, o processamento de vistos de imigrantes foi pausado em diversas regiões. O cenário de isolamento diplomático motiva governos na África e na Ásia a revisarem seus acordos bilaterais de trânsito com os Estados Unidos/Pexels
Viajantes americanos perderam o benefício da isenção de taxas em portais de imigração do Sul da Ásia. No Paquistão, o sistema de múltiplas entradas foi substituído por uma permissão de entrada única, exigindo novos pagamentos e formulários tradicionais para quem deseja visitar o país a negócios ou lazer/Pexels
Viajantes americanos perderam o benefício da isenção de taxas em portais de imigração do Sul da Ásia. No Paquistão, o sistema de múltiplas entradas foi substituído por uma permissão de entrada única, exigindo novos pagamentos e formulários tradicionais para quem deseja visitar o país a negócios ou lazer/Pexels

Barreiras

Desde agosto de 2024, os viajantes dos Estados Unidos, Canadá e grande parte da Europa podiam obter um visto de turista ou de negócios de 90 dias sem custos, por meio de um portal do governo. Agora, o aplicativo móvel oficial direciona os solicitantes para categorias de vistos tradicionais e pagos.

Para cidadãos americanos, canadenses e britânicos, a taxa foi fixada em 60 dólares, valor superior aos 35 dólares cobrados de outras nacionalidades. Além do custo, o processo tornou-se mais lento, levando até sete dias úteis, e a permissão passou a ser de entrada única, ao contrário do sistema anterior que permitia múltiplas entradas.

Impacto no Turismo

A decisão do governo paquistanês representa um recuo em relação à política de abertura iniciada há dois anos. Em agosto de 2024, o Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif havia classificado "esta flexibilização do regime de vistos [como uma forma de] ajudar a tornar o Paquistão um destino atraente para investimentos e turismo".

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Até o momento, o governo em Islamabad não divulgou um comunicado oficial detalhando se o sistema simplificado poderá retornar no futuro ou se as novas taxas são uma resposta direta às ações da administração Trump.

As restrições crescentes criam um cenário de incerteza para o setor de viagens globais, com especialistas alertando que novos países podem adotar medidas semelhantes caso as políticas restritivas dos Estados Unidos continuem a se expandir ao longo de 2026.

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