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Com a aposentadoria da geração baby boomer, a Alemanha precisa atrair 300 mil profissionais estrangeiros por ano para evitar o declÃnio econômico
Com seu horizonte marcado por edifÃcios modernos, a cidade de Frankfurt simboliza a força econômica para a Alemanha / Pixabay
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A Alemanha enfrenta um desafio demográfico e econômico crítico: o país precisa atrair 300 mil trabalhadores qualificados anualmente apenas para manter o funcionamento atual de sua economia.
Com a geração baby boomer se aposentando e uma baixa taxa de natalidade, setores vitais como saúde, educação e tecnologia operam no limite.
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Se você busca uma carreira na Europa, este é o cenário atual de um dos mercados mais robustos do mundo.
A escassez de mão de obra não é geral, mas focada em áreas técnicas e de cuidado. Atualmente, os setores que mais clamam por pessoal são:
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Sem esses profissionais estrangeiros, especialistas alertam que a população local teria que trabalhar mais horas ou se aposentar mais tarde para evitar o empobrecimento do país.
Apesar do desespero por novos talentos, o caminho para o imigrante não é simples. A burocracia pesada e a falta de digitalização nos órgãos públicos tornam o processo de visto lento e frustrante.
Exemplos reais mostram que profissionais altamente qualificados, que já falam o idioma e possuem graduação no país, podem levar quase um ano para conseguir uma entrevista para mudar o visto de estudante para o de trabalho.
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Se você busca uma carreira na Europa, este é o cenário atual de um dos mercados mais robustos do mundo / Roman Eisele/Wikimedia CommonsAdvogados especializados relatam que a falta de pessoal nas autoridades de imigração faz com que médicos e engenheiros esperem meses por uma resposta.
Além dos papéis, o ambiente social também apresenta desafios. O aumento de refugiados nos últimos anos e dificuldades na integração geraram um crescimento de movimentos de ultradireita, como o partido AfD, o que traz preocupações sobre o sentimento anti-estrangeiro.
Para contornar a lentidão do governo, algumas clínicas e empresas alemãs estão criando seus próprios programas.
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Em vez de contratar profissionais já formados no exterior e enfrentar a burocracia da validação de diplomas, elas oferecem estágios para jovens estrangeiros recém-saídos do ensino médio.
Assim, o profissional se forma já dentro do sistema alemão, agilizando a integração e o início do trabalho.
A Alemanha vive hoje uma competição global por talentos. Embora o país tenha um histórico de sucesso com "trabalhadores convidados" desde a década de 1950, o sucesso da nova era dependerá da capacidade das autoridades de serem mais ágeis e acolhedoras.
*Por Raphael Miras
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