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Por trás do visual que rapidamente viralizou nas redes sociais, escondia-se um discurso de confronto direto com Donald Trump e uma justificativa médica inesperada
O presidente francês revelou recentemente estar com uma forte irritação ocular / Reprodução/X/ND Mais
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Usando óculos de aviador clássicos, o presidente francês Emmanuel Macron roubou a cena no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Mas, por trás do visual que rapidamente viralizou nas redes sociais, escondia-se um discurso de confronto direto com Donald Trump e uma justificativa médica inesperada.
Confira os pontos que transformaram a participação de Macron em um verdadeiro 'thriller' diplomático:
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A escolha visual de Macron gerou ironias imediatas, especialmente na França. No entanto, o acessório não era uma declaração de moda, mas uma necessidade médica. O presidente francês revelou recentemente estar com uma forte irritação ocular.
Em tom de brincadeira, ele apelidou a condição de 'Olho do Tigre', uma referência ao histórico primeiro-ministro Georges Clemenceau, conhecido pela sua agressividade política.
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No palco, Macron não poupou críticas ao protecionismo dos EUA. Ele classificou as novas tarifas de Trump como 'completamente inaceitáveis', afirmando que o mundo vive um período de profundo desequilíbrio econômico e de segurança.
'Vivemos em uma época de paz, estabilidade e previsibilidade', ironizou Macron sob risos da plateia, antes de alertar para os riscos reais da atual instabilidade global.
A tensão escalou quando Trump decidiu 'lavar roupa suja' publicamente. O ex-presidente dos EUA publicou em sua rede social, a Truth Social, um print de uma suposta mensagem privada enviada por Macron naquela manhã.
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O conteúdo: Macron sugeria um jantar em Paris e ironizava a situação da Groenlândia, mencionando convidar 'dinamarqueses e russos para a beira do precipício'.
Autenticidade: O jornal Le Monde verificou o conteúdo e confirmou que a diplomacia francesa foi pega de surpresa com a exposição pública da conversa.
Entre problemas de saúde, recados diplomáticos e o vazamento de conversas íntimas, Macron conseguiu o que poucos líderes em Davos alcançam: ser o centro das atenções mundiais, misturando estilo, ironia e um confronto aberto que redesenha as relações entre Europa e Estados Unidos.
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