Novos fósseis encontrados na África provam que diferentes tipos de humanos viveram juntos no passado remoto / Cicero Moraes/Wikimedia Commons
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Imagine um indivíduo jovem, com pouco mais de um metro e meio de altura, caminhando pelas savanas africanas há milhões de anos.
Esse é o perfil revelado por um novo fóssil que está mudando o que sabemos sobre o Homo habilis. Durante muito tempo, ele foi visto como o primeiro grande passo para a humanidade moderna, mas a realidade era diferente.
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Uma investigação internacional localizou o exemplar mais completo já vinculado a essa espécie específica de ancestral.
O fóssil tem idade estimada em 2 milhões de anos e ajuda a explicar passos importantes da nossa trajetória biológica.
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A publicação desse trabalho ocorreu no periódico The Anatomical Record, detalhando achados feitos no norte do Quênia.
Os materiais foram coletados ao longo de dez anos em camadas de terra extremamente antigas e preservadas.
Unindo as peças do quebra-cabeça
A equipe de paleontologia realizou a análise de fragmentos como pélvis, costelas e partes fundamentais do crânio. Esse esforço resultou no material mais rico e diversificado já associado ao grupo do homem habilidoso até hoje.
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Anteriormente, a ciência dependia de apenas três registros parciais que eram insuficientes para análises profundas.
Com este novo esqueleto, os cientistas conseguem finalmente entender melhor a biomecânica e a estrutura desse antigo parente.
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Mesmo sendo o autor das primeiras ferramentas de pedra, o Homo habilis possuía uma aparência física curiosa. Ele tinha dentes menores que os australopitecos, mas seus braços eram muito mais robustos do que os do Homo erectus.
O fóssil KNM-ER 64061 indica que o indivíduo era leve, pesando entre 30 e 33 quilos aproximadamente.
Suas proporções corporais sugerem que o modo de se movimentar ainda era bem diferente das espécies humanas que vieram depois.
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As novas evidências apontam que o Homo habilis não estava sozinho, pois dividia território com o Homo erectus. Essa coexistência no leste da África prova que a evolução não foi um processo linear e direto.
Por fim, esse quadro reforça a teoria de que a evolução é marcada por diversas ramificações convivendo juntas.
Diferentes grupos humanos ocuparam o mesmo cenário, cada um apresentando suas próprias soluções criativas para os desafios naturais.
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