O paÃs decidiu proibir a criação de polvos em fazendas aquáticas, contrariando empresas que viam no cativeiro a solução para o declÃnio das populações selvagens nos oceanos. / ImageFX
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Enquanto a demanda global por polvos dispara, chegando a 350 mil toneladas capturadas por ano, o México deu um passo atrás na industrialização da espécie. O paÃs decidiu proibir a criação de polvos em fazendas aquáticas, contrariando empresas que viam no cativeiro a solução para o declÃnio das populações selvagens nos oceanos.
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Embora pareça uma solução para evitar a sobrepesca, cientistas e ambientalistas apontam 'efeitos colaterais' graves:
Pressão em outras espécies: Polvos são carnÃvoros. Assim como no caso do salmão, criar polvos exige toneladas de outros peixes para virar ração, o que apenas transfere o problema ambiental de lugar.
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EstÃmulo ao consumo: Um estudo de 2019 revelou que a aquicultura pode, na verdade, aumentar a demanda pelo animal em vez de reduzi-la, mantendo a pressão sobre os estoques naturais.
Questão Ética: Polvos são conhecidos por sua alta inteligência e comportamento solitário. O confinamento em massa gera estresse severo e dilemas éticos sobre o bem-estar animal.
O modelo mexicano de precaução baseia-se em falhas de outros sistemas de aquicultura. As fazendas de salmão, por exemplo, são hoje criticadas pelo desperdÃcio massivo de peixes menores usados na alimentação, resultando em um desequilÃbrio na base da cadeia alimentar marinha.
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O objetivo do México é claro: Evitar que a busca por uma 'proteÃna infinita' destrua ecossistemas já fragilizados e proteger a biodiversidade marinha de novos impactos industriais.