Mundo

O 'backup' da Terra no gelo: Conheça o santuário que tenta salvar o futuro dos nossos filhos

Cientistas inauguram na Antártida o 1º arquivo mundial de gelo; conheça a "Ice Memory", a missão para salvar os segredos da Terra antes que derretam

Jeferson Marques

Publicado em 11/03/2026 às 11:49

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

O freezer do fim do mundo: Onde a memória da Terra não derrete / Divulgação/Fundação Ice Memory

Continua depois da publicidade

Você já imaginou se a história do nosso clima estivesse prestes a "derreter"? É exatamente isso que está acontecendo, e cientistas acabam de inaugurar uma solução digna de filmes de ficção científica: o primeiro arquivo mundial de geleiras na Antártida.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Por que isso é urgente?

As geleiras são como "livros de história" da natureza. Dentro do gelo, existem bolhas de ar e partículas de milhares de anos que contam como era a atmosfera da Terra muito antes dos humanos.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Cientistas acendem alerta sobre aumento de chuvas na Antártida

• Cientistas mediram o derretimento da Antártida, e o resultado refuta uma antiga suposição

• Buraco na Antártida revela 23 milhões de anos ocultos da Terra

O problema? Com o aquecimento global, essas geleiras estão sumindo e, com elas, todas essas informações valiosas.

Uma "Arca de Noé" no gelo

Batizado de Ice Memory, o projeto funciona assim:

Continua depois da publicidade

  • A Missão: Pesquisadores coletam amostras (cilindros gigantes de gelo) de picos ameaçados ao redor do mundo, como nos Andes e nos Alpes.
  • O Destino: Essas amostras são enviadas para a Antártida, o congelador natural mais seguro do planeta.
  • O Armazenamento: Elas ficam guardadas em cavernas de neve a -50°C na estação de pesquisa Concordia.

Um presente para o futuro

A ideia não é usar esse gelo agora. O objetivo é preservá-lo para os cientistas de daqui a 100 ou 200 anos, que terão tecnologias muito mais avançadas para estudar essas amostras e, quem sabe, encontrar soluções para crises climáticas futuras.

É uma verdadeira corrida contra o tempo para garantir que a memória do nosso planeta não vire água.

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software