Nicolas Sarkozy, ex-presidente da França, é condenado à prisão

Ex-presidente foi condenado por corrupção e tráfico de influência; 2 anos estão isentos de cumprimento e o 3º pode ser convertido em prisão domiciliar

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01 MAR 2021Por Bruno Hoffmann - GSP17h40
Nicolas Sarkozy é ex-presidente da FrançaNicolas Sarkozy é ex-presidente da FrançaNicolas Sarkozy é ex-presidente da FrançaNicolas Sarkozy é ex-presidente da FrançaFoto: Moritz Hager/World Economic Forum

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy foi condenado nesta segunda-feira a três anos de prisão por corrupção e tráfico de influência. Ele é o segundo ex-presidente da França moderna a ser condenado por corrupção – o outro foi Jacques Chirac.

Procuradores convenceram os juízes de que Sarkozy ofereceu um cargo invejável ao juiz Gilbert Azibert em Mônaco em troca de informações confidenciais de um inquérito sobre alegações de que o ex-presidente teria aceitado pagamentos ilegais da herdeira da L'Oréal, Liliane Bettencourt, para sua campanha presidencial de 2007. As informações são da Agência Brasil.

Isto veio à luz, disseram, enquanto eles gravavam conversas entre Sarkozy e seu advogado, Thierry Herzog, depois de o primeiro deixar a presidência. A escuta era relacionada a outra investigação sobre um suposto financiamento líbio para a mesma campanha.

Apesar da condenação desta segunda, o Tribunal Correcional de Paris decidiu que dois dos três anos da sentença estão isentos de cumprimento e o terceiro ano da condenação pode ser convertido em prisão domiciliar ou vigilância com o uso de tornozeleira eletrônica.

Sarkozy, que governou a França de 2007 a 2012, havia negado qualquer irregularidade, dizendo-se vítima de uma caça às bruxas de procuradores financeiros que usaram meios excessivos para vasculhar seus assuntos. Aposentado da política, mas ainda influente entre conservadores, Sarkozy tem 10 dias para apelar do veredicto.

Em fevereiro, Sarkozy, que tem 66 anos, ganhou destaque na imprensa francesa após furar fila da vacina contra Covid-19. Até então, apenas os franceses com mais de 75 anos, profissionais da saúde e pessoas com comorbidades podiam ser vacinados no país europeu.