A polêmica envolve vídeos hiper-realistas de atores como Tom Cruise e o uso ilegal de produções indicadas ao Oscar para treinamento de IA / Reprodução/Gemini IA
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A Netflix enviou uma notificação extrajudicial à ByteDance, empresa chinesa dona do TikTok e desenvolvedora da ferramenta de inteligência artificial Seedance 2.0, acusando a companhia de violação de direitos autorais. O streaming exige que a plataforma adote medidas de segurança mais rigorosas e remova de sua base de treinamento conteúdos protegidos por propriedade intelectual.
A polêmica ganhou repercussão após a viralização de vídeos criados pelo gerador generativo, que recriam cenas e personagens de produções consagradas. Além da Netflix, estúdios como Disney e Warner também protocolaram queixas semelhantes nos últimos dias.
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De acordo com a acusação, a ByteDance teria utilizado ilegalmente trechos e elementos visuais das séries "Stranger Things", "Round 6" e "Bridgerton", além da animação indicada ao Oscar "Guerreiras do K-Pop" – esta última teve sua quarta temporada lançada recentemente, e a Netflix alega que figurinos inéditos da produção foram reproduzidos sem autorização.
Em carta obtida pela imprensa, a diretora de litígios da Netflix, Mindy LeMoine, afirmou que a ferramenta opera como um "motor de pirataria de alta velocidade", gerando obras derivadas que se apropriam de personagens, cenários e narrativas originais.
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"A Netflix não ficará de braços cruzados enquanto a ByteDance trata nossa propriedade intelectual como material gratuito de domínio público", declarou.
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A empresa também contestou a possibilidade de a ByteDance recorrer ao argumento de "uso justo" – mecanismo legal que permite o uso limitado de obras protegidas em determinados contextos. Para a Netflix, a criação de um produto comercial concorrente que reproduz o conteúdo original não se enquadra nessa exceção.
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Na última segunda-feira (16), a ByteDance já havia anunciado que pretende reforçar a segurança do Seedance 2.0 para evitar esse tipo de controvérsia. No entanto, no dia seguinte, as notificações de estúdios começaram a chegar.
O debate se intensificou com a circulação de vídeos hiper-realistas gerados pela IA, que inserem atores como Tom Cruise e Brad Pitt em cenas típicas de filmes de ação, frequentemente com enredos absurdos e não autorizados.
A Motion Picture Association (MPA), que representa estúdios como Disney, Warner Bros., Sony, além de plataformas como Netflix e Prime Video, também se manifestou contra o gerador de vídeos, ameaçando ações judiciais e denunciando o uso indiscriminado de obras protegidas.
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O episódio acende um novo alerta sobre os limites legais da inteligência artificial generativa e o impacto sobre a indústria do entretenimento.