Os moradores da cidade costeira de Eastbourne, no sudeste da Inglaterra, estão vivendo um cenário que parece saído de um filme de ficção surrealista. Primeiro, foram as cebolas: milhares delas cobriram a areia. Agora, uma segunda ‘onda’ amarela tomou conta da costa, mas desta vez o item é um favorito nacional: toneladas de batatas fritas congeladas.
O ‘Naufrágio das Batatas’
O fenômeno não é uma ação de marketing, mas sim o resultado de uma sequência de acidentes marítimos. Tempestades severas fizeram com que contêineres caíssem de navios cargueiros em dois incidentes distintos:
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O Incidente das Cebolas: 16 contêineres caíram do navio Baltic Klipper.
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O ‘Chip Wreck’: Pouco depois, o navio Lombok Strait perdeu a carga de batatas fritas fatiadas.
Os ingleses, conhecidos pelo humor ácido, logo apelidaram o desastre de ‘Chip Wreck’ — um trocadilho entre chips (batatas fritas) e shipwreck (naufrágio).
Cenário Surreal: Praia Dourada
A quantidade de batatas é tão vasta que, em certos pontos, a camada chega a meio metro de altura. De longe, visitantes chegaram a confundir o acúmulo com areia dourada e fina, lembrando praias caribenhas.
‘Tudo bem que nós, ingleses, adoramos fish and chips. Mas não precisávamos receber tantas batatas assim de uma vez’, brincou o voluntário Joel Bonnici durante o mutirão de limpeza.
Um problema global que flutua
Embora a cena das batatas seja inusitada, ela acende um alerta sobre a segurança no transporte marítimo. Com navios gigantes carregando até 25 mil contêineres, as quedas de carga no mar estão se tornando cada vez mais frequentes.
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O caso lembra o famoso acidente de 1992, quando 30 mil patinhos de borracha caíram no Pacífico e viajaram pelo mundo por décadas.
Hoje, em Eastbourne, o trabalho é manual e cansativo. Milhares de embalagens plásticas rasgadas e alimentos encharcados precisam ser removidos antes que apodreçam ou contaminem o ecossistema local.
