Após mais de meio século da última missão Apollo, a humanidade volta a enviar representantes para a vizinhança lunar em uma jornada de 10 dias que marca o início de uma nova era na exploração espacial / Nasa/Divulgação
Continua depois da publicidade
O lançamento da missão Artemis 2 segue previsto para a noite desta quarta-feira (1º) e deve abrir caminho para que seres humanos voltem a pisar na Lua após mais de meio século. O foguete SLS (Sistema de Lançamento Espacial) da Nasa e a cápsula Orion decolarão do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, exatamente às 19h25 (horário de Brasília).
A equipe é formada por quatro astronautas: o comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e a especialista Christina Koch (todos da Nasa), além do especialista Jeremy Hansen, da CSA (Agência Espacial Canadense).
Continua depois da publicidade
A missão estava prevista para acontecer em fevereiro, mas após diversos atrasos por conta de contratempos técnicos e análises e reparos, com o foguete retornando ao hangar, foi confirmado que a data oficial de decolagem seria nesta quarta. Caso haja adiamento, novas tentativas poderão ocorrer até o dia 6 de abril.
Com duração prevista de 10 dias, a Artemis 2 não aterrissará na Lua, mas realizará um sobrevoo ao redor do satélite, alcançando inclusive o seu lado oculto. O objetivo é que a cápsula Orion orbite o satélite natural e retorne à Terra em um voo de teste crucial para validar sistemas de sobrevivência e segurança.
Continua depois da publicidade
Nos primeiros dias, a tripulação verificará os sistemas da nave e fará testes de manobra próximos à Terra antes de seguir rumo ao destino. Apenas o trajeto de ida deve durar quatro dias, com a nave atingindo uma distância de 7,4 mil quilômetros além da Lua.
Segundo Patty Casas Horn, vice-líder de Análise de Missões da Nasa, a nave não pousará simplesmente por "não ter capacidade para isso". Ela ressaltou que missões tripuladas elevam a complexidade dos riscos e das necessidades técnicas.
"Precisamos manter a estabilidade térmica da espaçonave para o conforto dos tripulantes. Ao adicionar pessoas, você soma muita umidade ao ar, além da necessidade de comida, água e banheiros", explicou Patty.
Continua depois da publicidade
Ao mesmo tempo, a Nasa segue estudando e apoiando, como uma alternativa, a criação de cápsulas esféricas que são formadas por restos de satélites, foguetes desativados e fragmentos de colisões que representam um risco para a operação de equipamentos em órbita.
A missão inaugural do programa, a Artemis 1, ocorreu em novembro de 2022. Na ocasião, a nave orbitou a Lua sem astronautas a bordo em uma jornada de 25 dias. Agora, com o quarteto na cápsula, será a primeira vez desde a Apollo 17, em 1972, que seres humanos chegam tão perto do satélite.
O cenário atual se assemelha ao da histórica missão Apollo 8, de 1968, que levou humanos à vizinhança lunar pela primeira vez, mas sem aterrissar na superfície. Aquele episódio também foi marcante por ser o primeiro lançamento tripulado do foguete Saturno V e a primeira vez que astronautas fotografaram o lado oculto da Lua.
Continua depois da publicidade
A decolagem da missão Artemis 2 poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial da Nasa no YouTube, disponível no link abaixo:
Com cerca de 226 quilômetros de diâmetro, o asteróide metálico conhecido como 16 Psyche voltou a ser o centro das atenções da Nasa após a circulação de dados que o classificam como um dos maiores corpos metálicos já identificados no sistema solar, situado no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Estudos preliminares sugerem que sua estrutura contenha entre 30% e 60% de metais, predominantemente ferro e níquel, além de metais preciosos.
Continua depois da publicidade