Irã era conhecido como Pérsia, berço de um dos maiores impérios da Antiguidade / iStock/ mathess
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Muito antes de ocupar as manchetes por causa de tensões internacionais, o Irã era conhecido como Pérsia, berço de um dos maiores impérios da Antiguidade.
No século VI a.C., sob o comando de Ciro, o Grande, nasceu o Império Aquemênida, que se estendia do Egito até a Índia. Era uma superpotência do mundo antigo, administrando dezenas de povos, culturas e religiões diferentes.
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A capital cerimonial, Persépolis, simbolizava riqueza, organização e poder militar.
A Pérsia enfrentou civilizações que hoje só existem nos livros de história: Babilônia, Assíria, Lídia e até as cidades-estado gregas.
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O império criou sistemas administrativos avançados, estradas imperiais e modelos de tolerância religiosa que influenciaram governantes por séculos. Muitos historiadores consideram o modelo persa uma das primeiras formas sofisticadas de gestão multicultural.
Mas, como toda potência, enfrentou queda. Foi conquistado por Alexandre, o Grande no século IV a.C., marcando o fim da era aquemênida, mas não da identidade persa.
O nome “Irã” passou a ser adotado oficialmente em 1935, durante o governo de Reza Shah Pahlavi. A mudança refletia o termo “Aryanam”, que significa “terra dos arianos”, usado internamente há séculos.
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Para o Ocidente, porém, o país sempre foi associado à palavra “Pérsia”, ligada ao esplendor antigo. A alteração simbolizou uma tentativa de reafirmação nacional em um mundo moderno e politicamente fragmentado.
A região onde hoje está o Irã já foi território de impérios que não existem mais: Partas, Sassânidas, Seljúcidas. Cidades lendárias foram destruídas ou transformadas. Povos foram assimilados.
Enquanto civilizações como Babilônia e Assíria desapareceram completamente, a identidade persa sobreviveu, adaptando-se a invasões árabes, mongóis e influências europeias.
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Hoje, o Irã é uma república islâmica que desempenha papel central nas disputas do Oriente Médio. Mas sua história vai muito além do noticiário atual.
A tensão moderna contrasta com um passado de engenharia monumental, poesia refinada e influência cultural que moldou o mundo antigo.
Entender o Irã apenas pelo conflito é ignorar que, antes de ser alvo de disputas globais, foi um dos pilares da civilização.
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O colapso das negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano marcou uma virada brusca no cenário internacional e resultou, nas primeiras horas deste sábado (28), em uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos contra o Irã.
A ação, realizada em coordenação com Israel, provocou fortes explosões na região central de Teerã e ampliou o clima de instabilidade no Oriente Médio.
Até agora, autoridades iranianas não divulgaram números oficiais sobre vítimas ou danos estruturais. Relatos preliminares indicam que os ataques atingiram pontos considerados estratégicos, embora detalhes sobre os alvos específicos ainda não tenham sido confirmados.
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O presidente Donald Trump declarou em suas redes sociais que a operação teve como finalidade neutralizar riscos ligados ao avanço nuclear iraniano. Segundo ele, a iniciativa busca impedir que o país persa desenvolva capacidade bélica atômica, classificando a decisão como uma medida de segurança internacional.