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Embora ambos já tenham provocado episódios preocupantes, eles apresentam diferenças fundamentais em termos de transmissão, gravidade e potencial de disseminação global
Os surtos recentes de Mpox e do vírus Nipah reacenderam o alerta das autoridades sanitárias em diferentes partes do mundo / ImageFX
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Os surtos recentes de Mpox e do vírus Nipah reacenderam o alerta das autoridades sanitárias em diferentes partes do mundo. Embora ambos já tenham provocado episódios de contágio preocupantes, eles apresentam diferenças fundamentais em termos de transmissão, gravidade e potencial de disseminação global.
A Mpox, causada por um vírus da mesma família da antiga varíola humana, demonstrou nos últimos anos uma enorme capacidade de circulação internacional. Sua transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou superfícies contaminadas.
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Embora apresente um alcance geográfico global e alta transmissibilidade, a gravidade clínica da Mpox é considerada moderada. Em países com sistemas de saúde estruturados, a taxa de letalidade é relativamente baixa, e o foco das autoridades está no isolamento rápido e no uso de vacinas para grupos de risco.
Do outro lado do espectro está o vírus Nipah, um patógeno que preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo seu potencial devastador. Transmitido principalmente por morcegos frugívoros, o contágio pode ocorrer pelo consumo de alimentos contaminados ou pelo contato com secreções de animais e pessoas infectadas.
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Diferente da Mpox, o Nipah possui um alcance geográfico mais localizado, concentrando-se principalmente em áreas da Ásia. No entanto, sua gravidade clínica é considerada crítica: o vírus pode causar encefalite grave (inflamação no cérebro) e apresenta uma taxa de letalidade significativamente mais alta, o que o torna uma prioridade máxima de vigilância.
Especialistas apontam que o surgimento desses surtos não é por acaso. O risco global é amplificado pela urbanização acelerada e pelo contato crescente do homem com animais silvestres. Além disso, as viagens internacionais frequentes permitem que um vírus detectado em uma área rural atravesse oceanos em poucas horas.
Para a Mpox, a estratégia atual foca em informação clara e diagnóstico precoce. Já para o Nipah, o desafio é maior: como ainda não há uma vacina amplamente disponível, o controle depende de biossegurança rigorosa em criações de animais e no monitoramento constante de reservatórios naturais.
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A comparação entre os dois vírus ilustra dois perfis distintos de ameaça: um que testa a nossa capacidade de conter o espalhamento em massa (Mpox) e outro que nos desafia a evitar surtos extremamente letais (Nipah). Em um mundo interconectado, a rapidez na identificação desses sinais é a única forma de evitar que crises locais se transformem em emergências mundiais.