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Ao observar o tráfego aéreo no mapa-múndi, é possível ver uma longa fileira de aeronaves contornando a região do Oriente Médio
O espaço aéreo regional foi fechado após ataques dos Estados Unidos e de Israel / Reprodução
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Quem acessa o site FlightRadar24 neste momento — plataforma que monitora voos em tempo real — se depara com um enorme vazio no globo terrestre. Praticamente não há aviões cruzando os céus do Irã e de países vizinhos, em meio à escalada de ataques envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
Ao observar o tráfego aéreo no mapa-múndi, é possível ver uma longa fileira de aeronaves contornando a região do Oriente Médio. Os voos desviam pelo norte e pelo sul do território iraniano, evitando também os céus do Iraque, Kuwait, Bahrein e áreas adjacentes.
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Outra curiosidade é que companhias aéreas já evitam há mais tempo o espaço aéreo da Ucrânia e da Coreia do Norte — algo que também pode ser verificado na plataforma.
Os ataques na região afetaram o tráfego aéreo global, provocando o fechamento de importantes aeroportos do Oriente Médio, incluindo Dubai — considerado um dos principais hubs internacionais do mundo. Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Doha, no Catar, também fecharam ou passaram a operar com restrições.
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O espaço aéreo regional foi fechado após ataques dos Estados Unidos e de Israel que resultaram na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com agências internacionais de notícias, o Aeroporto Internacional de Dubai sofreu danos durante ataques atribuídos ao Irã. Os aeroportos de Abu Dhabi e do Kuwait também teriam sido atingidos.
Companhias como Emirates — uma das maiores aéreas internacionais —, Qatar Airways e a alemã Lufthansa cancelaram voos. O espaço aéreo sobre Irã, Iraque, Kuwait, Israel, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Catar permanece praticamente vazio.
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Executivos do setor afirmam que tripulantes e pilotos estão espalhados por diferentes países, o que pode dificultar a retomada das operações quando o espaço aéreo for reaberto. Fontes regionais indicam que ainda não há previsão clara de quando a normalização poderá ocorrer.