Ministro do Interior e chefe de gabinete de Bachelet renuncia

A baixa ocorre no momento em que a popularidade da presidente chilena, Michelle Bachelet, atinge recordes negativos

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08 JUN 2016Por Folhapress22h30
O chefe de gabinete e ministro do Interior do Chile, Jorge Burgos, renunciou nesta quarta-feira (8), anunciou o governoO chefe de gabinete e ministro do Interior do Chile, Jorge Burgos, renunciou nesta quarta-feira (8), anunciou o governoFoto: Divulgação

O chefe de gabinete e ministro do Interior do Chile, Jorge Burgos, renunciou nesta quarta-feira (8), anunciou o governo, depois de uma série de desavenças políticas com outras autoridades do Executivo.
A baixa ocorre no momento em que a popularidade da presidente chilena, Michelle Bachelet, atinge recordes negativos.

Burgos, membro do Partido Democrata Cristão (PDC), parte da aliança de governo de Bachelet, entrou em choque com outros ministros por causa da reforma trabalhista e da pauta de combate ao crime.

O governo disse que Burgos entregou sua demissão devido a "razões pessoais", e o substituiu por Mario Fernández Baeza, que até então servia como embaixador do país no Uruguai.

Burgos deixou o governo Bachelet se dizendo amigo da presidente e confirmando a saída por razões pessoais, segundo o jornal "La Tercera". "A principal razão de minha renúncia é que estou cansado fisicamente", disse o ministro, de acordo com o jornal local.

Burgos assumiu o cargo em maio do ano passado, quando Bachelet fez uma profunda adaptação de sua equipe, em uma tentativa de resolver a crise de confiança e dar um sinal de moderação na nova fase de seu governo.

Na ocasião, saíram nove dos 23 ministros, incluindo o ministro das Finanças, Alberto Arenas, o primeiro na pasta a não completar o mandato desde o retorno à democracia após a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

O índice de aprovação de Bachelet caiu de 29% em abril para 24% em maio, voltando ao recorde negativo do ano passado, de acordo com pesquisa da empresa Gfk Adimark.

Bachelet cumpriu cerca de metade do mandato iniciado em março de 2014 e viu suas altas taxas de popularidade anteriores enfraquecerem devido a escândalos financeiros que envolveram até membros de sua família e à revolta com a estagnação da economia.