Um estudante de 12 anos localizou uma rara pedra preciosa durante uma atividade escolar no Parque Nacional de Korazim. O jovem encontrou o artefato histórico nos minutos finais de uma escavação educacional liderada por autoridades ambientais na região do Mar da Galileia.
A gema de tonalidade azul profunda possui cerca de 1.500 anos de idade e remonta aos períodos romano ou bizantino.
Os especialistas apontam que a descoberta comprova a existência de uma forte cultura de luxo, estética e riqueza na antiga aldeia judaica.
A emoção da descoberta
O garoto Alon Horwitz cursa o sexto ano na Escola Primária Regional de Ramat Korazim, vinculada ao Conselho Regional de Mevot Hermon.
O jovem trabalhou na área por três dias consecutivos. Faltando apenas dez minutos para o encerramento do projeto, ele avistou um objeto azul e redondo na terra e entregou aos profissionais responsáveis.
Logo após notar a raridade da peça, o estudante relatou um enorme sentimento de alegria e de orgulho pessoal.
O aluno também recebeu diversos elogios dos colegas de classe, dos professores da escola e de toda a sua família pelo feito histórico.
O valor histórico da pedra
A diretora da escavação e representante da Universidade de Ariel, doutora Achia Cohen-Tavor, confirmou a importância acadêmica do achado. A profissional explicou que a ágata do tipo Nicolo servia para a confecção de joias e de anéis de sinete na antiguidade.
Nesse sentido, essas pedras funcionavam como um forte símbolo de alto status social e de poder financeiro. A descoberta abre uma janela para a vida íntima dos antigos moradores.
O objeto mostra que a comunidade mantinha redes de comércio refinadas paralelamente ao trabalho agrícola cotidiano.
O projeto educacional
A Autoridade de Natureza e Parques de Israel lidera esse projeto comunitário anual com a orientação científica da universidade parceira.
A iniciativa ensina os alunos sobre o modo de vida antigo e sobre as técnicas ancestrais de produção de tintas através de minerais naturais.
O arqueólogo Dror Ben-Yosef destacou que o resgate de uma gema decorativa representa um evento bastante incomum e emocionante na região. Além disso, o supervisor de patrimônio ressaltou a importância prática da ação de campo.
A experiência cria uma conexão tangível entre a nova geração e as raízes históricas de toda a sociedade.
As riquezas do Parque Nacional
O sítio arqueológico fica em uma colina de basalto na região da Alta Galileia, com vista privilegiada para o Vale do Jordão. O local preserva as ruínas de uma vila que prosperou de forma contínua por cerca de mil anos.
A ocupação ocorreu desde a época do Segundo Templo até o século onze. Os visitantes podem observar antigas residências espaçosas, instalações agrícolas, banhos rituais e uma prensa de azeite.
Por fim, o grande destaque da área envolve uma magnífica sinagoga construída entre os séculos quatro e cinco.
O templo religioso guarda decorações ricas em pedra e a famosa Cadeira de Moisés esculpida em basalto.
O parque revela muitas moedas e peças de cerâmica anualmente, mas a localização de uma pedra tão valiosa pelas mãos de uma criança desponta como um fato extraordinário.


