Lista dos mais influentes traz jovens antiarmas, Del Toro e repórteres de assédio

Sem nenhum brasileiro, o levantamento destaca os estudantes de Parkland que protestaram contra as armas nos EUA e os jornalistas que denunciaram o assédio e as agressões sexuais cometidos pelo produtor Harvey Weinstein

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21 ABR 2018Por Folhapress14h27
O cineasta mexicano Guillermo Del Toro aparece na lista.Foto: Divulgação/Fotos Públicas

A revista americana Time divulgou nesta sexta (20) sua lista com as pessoas mais influentes do mundo.
Sem nenhum brasileiro, o levantamento destaca os estudantes de Parkland que protestaram contra as armas nos EUA e os jornalistas que denunciaram o assédio e as agressões sexuais cometidos pelo produtor Harvey Weinstein e outros pesos-pesados do showbiz americano.

Em 2017, o Brasil havia aparecido na lista com Neymar e a epidemiologista Celina Turchi, uma das pesquisadoras do vírus da zika. No ano anterior, o representante do país tinha sido o juiz Sergio Moro.

Os adolescentes Cameron Kasky, Jaclyn Corin, David Hogg, Emma González e Alex Wind, de Parkland, foram tema de um perfil escrito por Barack Obama, uma das celebridades que assinam os textos.

"Eles têm o poder inerente à juventude: ver o mundo de novo; rejeitar velhas restrições e covardia, muitas vezes vestidas como sabedoria", escreveu o ex-presidente dos EUA.

A América Latina é representada pelo cineasta mexicano Guillermo Del Toro, pela atriz chilena Daniela Vega e pela ativista equatoriana Cristina Jimenéz –ela lidera movimento para que os jovens que chegaram aos EUA crianças possam seguir no país.

O presidente argentino, Mauricio Macri, é um dos líderes que fazem parte da lista, como o chinês Xi Jinping, o francês, Emmanuel Macron, o príncipe inglês Harry e sua noiva, Meghan Markle, e o premiê japonês, Shinzo Abe.

As melhorias na península Coreana destacaram o ditador Kim Jong-un e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in.
O presidente americano, Donald Trump, está lá, assim como dois desafetos: a líder democrata Nancy Pelosi e o procurador Robert Mueller, que investiga a interferência russa na eleição.

Vladimir Putin foi ausência política, como o papa Francisco, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a primeira-ministra britânica, Theresa May.

Também ficaram de fora Mark Zuckerberg, do Facebook, e a dupla dona do Google, Serguei Brin e Larry Page. O setor de tecnologia foi representado por Elon Musk, da Tesla, Jeff Bezos, da Amazon, e Satya Nadella, da Microsoft.

O movimento #metoo é representado pelos jornalistas Roman Farrow (The New Yorker), Jodi Kantor e Megan Twohey (The New York Times), que expuseram as agressões sexuais de Weinstein.