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Homens armados invadem TV no Equador e rendem funcionários ao vivo

Na transmissão, é possível ver armas e explosivos com o bando e ouvir o que parecem ser tiros ao fundo

Folhapress

Publicado em 09/01/2024 às 20:41

Atualizado em 09/01/2024 às 21:15

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De acordo com detalhes da Revista Vistazo, 13 pessoas foram detidas / Reprodução/X

Um grupo de homens encapuzados invadiu e rendeu funcionários da emissora TC, em Guayaquil, no Equador, ao vivo nesta terça-feira (9). Na transmissão, é possível ver armas e explosivos com o bando e ouvir o que parecem ser tiros ao fundo. Enquanto isso, pessoas gritam para que a polícia não apareça no local e não intervenha.

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Uma hora depois, a polícia equatoriana publicou em seu perfil oficial nas redes sociais imagens que mostram os invasores rendidos, deitados no chão de bruços e com as mãos atadas. De acordo com detalhes da Revista Vistazo, 13 pessoas foram detidas. Com elas, foram encontradas armas de fogo, munições e explosivos.

Antes, o órgão havia postado vídeos em que atiradores de elite se posicionam no que aparenta ser uma via elevada nas proximidades da sede da rede e pessoas em trajes civis deixam o prédio.

De acordo com descrição das imagens compartilhada pela Associação de Editores de Meios de Comunicação da América Latina e da União Europeia, uma das frases ditas pelos criminosos era: "Estamos ao vivo para que todos saibam que não se joga nem se desafia a máfia".

Um dos funcionários que estava no local durante o ataque enviou a um repórter da agência de notícias AFP uma mensagem em que dizia: "Entraram aqui para nos matar". A ameaça ao vivo durou cerca de 30 minutos, até que ocorreu a entrada das forças de segurança no local.

Alguns dos presentes, que ligavam incessantemente para os números de emergência da polícia, relataram que havia ao menos dez homens encapuzados na gravação do telejornal El Noticiero.

A ação ocorre em meio à irrupção de uma nova crise de violência no país. Só na madrugada desta terça, quatro policiais foram sequestrados e carros-bomba e explosivos foram detonados em várias cidades do país. Os atos, sem vítimas, mas aparentemente coordenados, foram descritos pela imprensa local como uma "noite de terror".

Os episódios ocorreram após o recém-empossado presidente Daniel Noboa decretar estado de exceção na segunda (8). A medida, válida por 60 dias, inclui um toque de recolher de seis horas, de 23h às 5h.

Segundo o presidente Noboa, eleito com um discurso punitivista que envolveria a criação de um "navio-presídio", declarar o estado de emergência permite que as Forças Armadas intervenham no sistema prisional. "Não negociaremos com terroristas nem descansaremos enquanto não devolvermos a paz aos equatorianos", afirmou.

A ordem é citada em uma mensagem que um dos policiais sequestrados teria sido forçado a ler ao ser sequestrado em um vídeo divulgado nas redes sociais —sua autenticidade não pôde ser verificada de maneira independente.

"O senhor declarou guerra e vai ter guerra", afirma o agente, sentado no chão ao lado de dois colegas. "O senhor declarou estado de emergência; nós declaramos que a polícia, os civis e os militares são espólios de guerra. Qualquer pessoa encontrada nas ruas depois das 23h será executada."

A situação de nova crise no sistema carcerário e no espaço público do país sul-americano foi iniciada pela fuga de Fito, chefe da gangue Los Choneros —quadrilha que, ligada ao narcotráfico, é uma das principais do Equador—, da prisão no último domingo (7).

Na data, ocorria uma grande operação no centro penitenciário que tinha como objetivo transferir Fito dali, onde goza de ampla popularidade, para uma prisão de segurança máxima.
Com os casos de violência se alastrando pelo país, Noboa publicou nesta terça uma diretiva em que declara oficialmente a existência de um "conflito armado interno".

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