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Guerra no Golfo: Por que o Irã atacou os Emirados Árabes, a Arábia Saudita e outros países da região

Com mais de 200 drones e mísseis, Teerã mira instalações da Marinha americana e infraestrutura civil em Dubai

Luna Almeida

Publicado em 02/03/2026 às 18:10

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Os ataques tiveram como foco estruturas militares utilizadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio / Reprodução/Redes Sociais

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O Irã lançou uma ampla ofensiva com mísseis e drones contra alvos em Israel e também em diversos países do Golfo Pérsico após ataques coordenados realizados por Estados Unidos e forças israelenses. A ação atingiu regiões dos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã, Bahrein, Kuwait, Qatar e Jordânia.

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Apesar de não terem participado oficialmente das operações militares contra Teerã, essas nações abrigam bases e estruturas estratégicas americanas, o que as colocou no raio de resposta iraniana. O objetivo central foi atingir instalações ligadas aos EUA e elevar o custo regional do conflito.

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Bases americanas foram alvo prioritário

Segundo autoridades iranianas, os ataques tiveram como foco estruturas militares utilizadas pelos Estados Unidos no Oriente Médio. 

Para o governo do Irã, quando essas bases são usadas em operações hostis, passam a ser consideradas alvos legítimos, mesmo estando em território de países aliados.

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Grande parte dos estados do Golfo mantém acordos de segurança com Washington e hospeda tropas ou equipamentos militares americanos. Entre os alvos atingidos está uma base no Bahrein que abriga a Quinta Frota da Marinha dos EUA, considerada estratégica para a presença militar norte-americana na região.

A avaliação é que essas instalações são acessíveis ao arsenal iraniano, especialmente aos mísseis balísticos de médio alcance, o que torna a retaliação mais imediata e eficaz.

Ataques também atingiram infraestrutura civil

Nos Emirados Árabes Unidos, a cidade de Dubai sofreu impactos significativos. O segundo aeroporto mais movimentado do mundo teve danos estruturais, resultando em evacuação parcial e suspensão total de voos. 

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Houve registro de feridos e incêndios em edifícios e hotéis após a queda de drones e mísseis.

O Ministério da Defesa informou que mais de duzentos drones e dezenas de mísseis balísticos foram direcionados ao país, indicando a escala da operação.

Estratégia busca pressionar toda a região

Analistas internacionais apontam que a ofensiva teve caráter estratégico mais amplo do que apenas a retaliação direta. Ao atingir múltiplos países, o Irã aumenta a instabilidade regional e pressiona aliados dos EUA a reconsiderar seu envolvimento no conflito.

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A expectativa de Teerã é que os países do Golfo passem a ver a escalada como resultado de decisões de Washington e Tel Aviv, podendo optar por pressionar por desescalada para preservar a segurança e a economia locais.

Conflito começou após ataque coordenado

A ofensiva iraniana ocorreu depois que Estados Unidos e Israel realizaram ataques simultâneos contra o Irã. Autoridades americanas afirmaram que a ação tinha como objetivo proteger interesses e cidadãos dos EUA.

O Irã respondeu inicialmente contra Israel, que fechou seu espaço aéreo e decretou estado de emergência. Em seguida, ampliou a retaliação contra instalações militares americanas espalhadas pelo Oriente Médio.

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Além dos países do Golfo, explosões foram registradas em cidades iranianas, enquanto o tráfego aéreo foi suspenso e serviços de comunicação sofreram interrupções.

Brics sob tensão

Tanto o Irã quanto a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos fazem parte do agrupamento internacional de grandes economias emergentes chamado Brics, ao qual o Brasil liderou no último ano – e recentemente passou a presidência para a Índia. 

Não há relatos de tensão no grupo, mas decidiram pelo cancelamento de sua primeira reunião de ministros de finanças e presidentes de bancos centrais em 2026, que aconteceria em Jaipur, cidade da Índia. O motivo alegado foi a escalada das tensões no Oriente Médio.

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Esta seria uma importante reunião para o Brics, pois trataria do futuro econômico do grupo junto de membros importantes como o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e possivelmente a presidente do chamado Banco dos Brics – New Development Bank –, Dilma Rousseff.

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