Gás sarin foi usado em ataque em abril na Síria, diz entidade

Agora, uma investigação conjunta da OPCW e da Organização das Nações Unidas usará as conclusões anunciadas nesta sexta-feira para avaliar responsabilidades

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01 JUL 2017Por Estadão Conteúdo22h00

O mortífero gás sarin foi usado em um ataque na Síria em abril, afirmou nesta sexta-feira a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW, na sigla em inglês), uma entidade internacional que monitora o uso de armas químicas. Há alguns dias, os Estados Unidos acusaram o governo sírio de preparar um ataque similar.

Os EUA, o Reino Unido e outras potências ocidentais já haviam acusado o regime do presidente Bashar al-Assad de usar gás sarin no ataque de 4 de abril na cidade de Khan Sheikhoun, na província de Idlib, quando pelo menos 85 pessoas morreram. A confirmação pela entidade não atribui a culpa pelo ataque. Agora, uma investigação conjunta da OPCW e da Organização das Nações Unidas usará as conclusões anunciadas nesta sexta-feira para avaliar responsabilidades.

Em resposta ao ataque com gás, o mais mortífero uso de armas químicas na Síria desde 2013, o presidente Donald Trump ordenou um ataque com mísseis americanos na base aérea síria que, segundo Washington, tinha participado da ação com arma química.

A OPCW disse que participou de autópsias, coletou amostras médicas de vítimas e entrevistou testemunhas.

Na quinta-feira em Bruxelas, o secretário de Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, disse que há pouca dúvida de que o governo sírio foi responsável pelo ataque de abril.