Mundo

Fomos 'expulsos' ou acabou o dinheiro? A verdade que manteve a humanidade longe da Lua por 50 anos

Desde a Apollo 17, em 1972, o satélite natural da Terra tornou-se um deserto silencioso de visitas humanas

Ana Clara Durazzo

Publicado em 02/02/2026 às 15:30

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

A resposta não é técnica, mas sim uma mistura de política, dinheiro e uma dose de 'perda de interesse' que quase enterrou o sonho espacial. / ImageFX

Continua depois da publicidade

Faz mais de cinco décadas que o último ser humano deixou sua pegada na poeira lunar. Desde a Apollo 17, em 1972, o satélite natural da Terra tornou-se um deserto silencioso de visitas humanas. Mas a pergunta que não quer calar é: se já tínhamos a tecnologia nos anos 60, por que paramos?

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

A resposta não é técnica, mas sim uma mistura de política, dinheiro e uma dose de 'perda de interesse' que quase enterrou o sonho espacial.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Pela primeira vez em 65 anos: NASA interrompe missão e retira astronautas da ISS

• Nave colossal viajará 400 anos em missão que pode se tornar a maior jornada da humanidade

• Veja detalhes de como serão as casas que o homem quer construir na Lua

O preço do 'Troféu' Espacial

A ida à Lua foi o maior 'marketing' da Guerra Fria. Como explica o geofísico Sergio Sacani, não era apenas ciência; era uma demonstração de poderio militar e tecnológico entre EUA e União Soviética.

  • O Custo do Orgulho: Na época, a NASA consumia 5% de todo o orçamento federal americano. Hoje, esse nível de gasto seria impensável.

    Continua depois da publicidade

  • Audiência em Queda: Após o sucesso da Apollo 11, o público 'cansou'. A Apollo 13 só virou assunto pelo risco de tragédia. Sem audiência, os políticos cortaram as verbas.

A Era dos Robôs vs. Humanos

Nas últimas décadas, a NASA decidiu que era mais barato e seguro enviar robôs. Enquanto um humano precisa de oxigênio, comida e proteção contra radiação, sondas e rovers podem explorar Marte e Júpiter sem risco de vida. Isso drenou os recursos que poderiam ter nos levado de volta à Lua muito antes.

Fevereiro de 2026: O fim do jejum com a Artemis II

O jogo mudou. A Lua não é mais um troféu, mas uma estratégia de sobrevivência para chegar a Marte. A NASA agendou para o próximo dia 8 de fevereiro o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua desde 1972.

Continua depois da publicidade

  • O Foguete Mais Poderoso: O sistema SLS levará quatro astronautas na cápsula Orion para um sobrevoo épico, passando inclusive pelo lado oculto da Lua.

  • Próximo Passo: Se a missão de 10 dias for um sucesso, o pouso de uma mulher e de um homem negro na superfície lunar será o próximo marco histórico.

A contagem regressiva para o fim de um jejum de 54 anos já tem data marcada: se o clima na Flórida ajudar, a histórica missão Artemis II deve ser lançada no dia 8 de fevereiro de 2026. Diferente das missões robóticas das últimas décadas, esta levará uma tripulação de 4 astronautas a bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo foguete mais potente já fabricado pela NASA.

Continua depois da publicidade

Com uma duração prevista de aproximadamente 10 dias, a missão não prevê o pouso imediato, mas um sobrevoo épico que levará humanos novamente ao lado oculto da Lua.

O objetivo central é testar os sistemas de suporte à vida e navegação em águas profundas do espaço, servindo como o teste final de segurança antes que a humanidade estabeleça uma base permanente no satélite — o passo crucial para a futura colonização de Marte.

 

Continua depois da publicidade

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software