A resposta não é técnica, mas sim uma mistura de política, dinheiro e uma dose de 'perda de interesse' que quase enterrou o sonho espacial. / ImageFX
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Faz mais de cinco décadas que o último ser humano deixou sua pegada na poeira lunar. Desde a Apollo 17, em 1972, o satélite natural da Terra tornou-se um deserto silencioso de visitas humanas. Mas a pergunta que não quer calar é: se já tínhamos a tecnologia nos anos 60, por que paramos?
A resposta não é técnica, mas sim uma mistura de política, dinheiro e uma dose de 'perda de interesse' que quase enterrou o sonho espacial.
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A ida à Lua foi o maior 'marketing' da Guerra Fria. Como explica o geofísico Sergio Sacani, não era apenas ciência; era uma demonstração de poderio militar e tecnológico entre EUA e União Soviética.
O Custo do Orgulho: Na época, a NASA consumia 5% de todo o orçamento federal americano. Hoje, esse nível de gasto seria impensável.
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Audiência em Queda: Após o sucesso da Apollo 11, o público 'cansou'. A Apollo 13 só virou assunto pelo risco de tragédia. Sem audiência, os políticos cortaram as verbas.
Nas últimas décadas, a NASA decidiu que era mais barato e seguro enviar robôs. Enquanto um humano precisa de oxigênio, comida e proteção contra radiação, sondas e rovers podem explorar Marte e Júpiter sem risco de vida. Isso drenou os recursos que poderiam ter nos levado de volta à Lua muito antes.
O jogo mudou. A Lua não é mais um troféu, mas uma estratégia de sobrevivência para chegar a Marte. A NASA agendou para o próximo dia 8 de fevereiro o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada rumo à Lua desde 1972.
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O Foguete Mais Poderoso: O sistema SLS levará quatro astronautas na cápsula Orion para um sobrevoo épico, passando inclusive pelo lado oculto da Lua.
Próximo Passo: Se a missão de 10 dias for um sucesso, o pouso de uma mulher e de um homem negro na superfície lunar será o próximo marco histórico.
A contagem regressiva para o fim de um jejum de 54 anos já tem data marcada: se o clima na Flórida ajudar, a histórica missão Artemis II deve ser lançada no dia 8 de fevereiro de 2026. Diferente das missões robóticas das últimas décadas, esta levará uma tripulação de 4 astronautas a bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo foguete mais potente já fabricado pela NASA.
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Com uma duração prevista de aproximadamente 10 dias, a missão não prevê o pouso imediato, mas um sobrevoo épico que levará humanos novamente ao lado oculto da Lua.
O objetivo central é testar os sistemas de suporte à vida e navegação em águas profundas do espaço, servindo como o teste final de segurança antes que a humanidade estabeleça uma base permanente no satélite — o passo crucial para a futura colonização de Marte.
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