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Ficção ou profecia? Série parece ter previsto crise entre EUA e Venezuela

Segunda temporada da série retrata ditadura, petróleo e interferência dos EUA em um enredo que hoje lembra o noticiário internacional

Ana Clara Durazzo

Publicado em 05/01/2026 às 11:00

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Lançada em 2019, a temporada acompanha o analista da CIA Jack Ryan, interpretado por John Krasinski, em uma missão que tem a Venezuela como pano de fundo geopolítico. / Divulgação

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A série Jack Ryan, disponível no Prime Video, voltou ao centro das discussões nas redes sociais após internautas apontarem semelhanças entre a trama da segunda temporada e a atual crise política entre os Estados Unidos e a Venezuela, que ganhou novos contornos com a prisão de Nicolás Maduro.

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Lançada em 2019, a temporada acompanha o analista da CIA Jack Ryan, interpretado por John Krasinski, em uma missão que tem a Venezuela como pano de fundo geopolítico.

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O enredo passou a ser revisitado por fãs diante dos acontecimentos recentes, reacendendo debates sobre como a ficção, em alguns casos, parece antecipar a realidade.

Cena emblemática volta a circular nas redes

Uma das cenas mais compartilhadas mostra Jack Ryan dando uma palestra para estudantes, questionando qual seria a maior ameaça aos Estados Unidos. Entre as respostas, surgem potências tradicionais como China, Rússia e Coreia do Norte. O protagonista, então, desloca o foco para a Venezuela, destacando sua posição estratégica e a abundância de recursos naturais, como petróleo e minerais.

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Na sequência, Ryan descreve um país governado por um ditador que teria reduzido a economia pela metade, elevado os índices de pobreza em 400% e se mantido no poder por meio do nacionalismo e da manipulação política. Embora a série utilize nomes fictícios, muitos espectadores associam o personagem Nicholas Reyes diretamente a Nicolás Maduro.

Personagens fictícios, paralelos reais

Na trama, Reyes enfrenta uma oposição liderada por Gloria Benaldi, personagem que simboliza a resistência política ao regime. A série evita qualquer menção direta a figuras reais, mas os paralelos são considerados evidentes por parte do público, especialmente à luz dos eventos recentes.

Atenção: o trecho a seguir contém spoilers

Ao longo da temporada, a narrativa culmina na queda do regime de Reyes, após interferência direta de Jack Ryan. As cenas finais mostram uma mobilização popular e a invasão do palácio presidencial, em um desfecho dramático que muitos internautas classificam hoje como “assustadoramente parecido” com o noticiário internacional.

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Ficção política em novo contexto

Embora Jack Ryan seja uma obra de ficção inspirada em personagens criados por Tom Clancy, a repercussão atual evidencia como séries de cunho político podem ganhar novos significados conforme o cenário global muda. A comparação entre a narrativa televisiva e a realidade venezuelana reacendeu debates sobre o papel do entretenimento na leitura dos conflitos internacionais.

Nas redes, o consenso entre fãs é claro: mesmo lançada há seis anos, a segunda temporada de Jack Ryan voltou a ser assistida sob um olhar completamente diferente, impulsionada por acontecimentos que, até então, pareciam restritos ao universo da ficção.

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