Apesar da gravidade da doença, a avaliação da OMS trouxe um dado tranquilizador: o risco de propagação internacional é considerado baixo / ImageFX
Continua depois da publicidade
Um dos vírus mais letais do mundo voltou a acender o alerta na Índia. Com uma taxa de mortalidade que pode chegar a 75%, o vírus Nipah não possui vacina nem tratamento específico. Nesta terça-feira (27), a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado oficial sobre o risco de uma nova propagação global após a confirmação de casos recentes em Bengala Ocidental.
O Nipah é um patógeno perigoso encontrado em morcegos-da-fruta. A infecção preocupa cientistas pela velocidade com que evolui: em casos graves, o paciente pode entrar em coma em apenas 24 a 48 horas.
Continua depois da publicidade
Sintomas iniciais: Começa como uma gripe comum (febre, tosse e dor de garganta).
Evolução fatal: Pode causar encefalite (inflamação aguda no cérebro), convulsões e desorientação mental severa.
Continua depois da publicidade
Apesar da gravidade da doença, a avaliação da OMS trouxe um dado tranquilizador: o risco de propagação internacional é considerado baixo.
Transmissão controlada: Até o momento, não há evidências de aumento na facilidade de contágio entre humanos.
Monitoramento rigoroso: Na Índia, cerca de 200 pessoas que tiveram contato com enfermeiros infectados foram testadas, e todas deram negativo.
Continua depois da publicidade
Histórico de contenção: O país já demonstrou capacidade de isolar surtos semelhantes em áreas rurais antes que cheguem aos grandes centros.
A transmissão acontece principalmente pelo contato com animais doentes (morcegos e porcos) ou consumo de alimentos contaminados por saliva ou urina desses animais. Um surto histórico em 2018, por exemplo, começou após morcegos mortos serem encontrados em um poço de água potável.
Atualmente, o tratamento é apenas de suporte, mantendo o paciente isolado em UTI. Por ser classificado como um patógeno com potencial epidêmico, o Nipah segue sob vigilância constante da comunidade internacional. O cenário atual, porém, é bem diferente da Covid-19, com focos muito localizados e difícil transmissão aérea.
Continua depois da publicidade