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Famosa empresa de sorvetes pediu desculpas na TV após aumentar o preço em apenas 34 centavos

O detalhe que chocou os consumidores é que o produto mantinha o mesmo valor desde 1991, foram 25 anos sem reajuste.

Fábio Rocha

Publicado em 23/02/2026 às 10:36

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Em 2015, a tradicional fabricante japonesa Akagi Nyugyo virou assunto mundial / Freepik/Reprodução/Akagi Nyugyo

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Uma das histórias mais curiosas e inesperadas do mundo dos negócios aconteceu no Japão, e envolve um simples picolé.

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Em 2015, a tradicional fabricante japonesa Akagi Nyugyo virou assunto mundial depois de anunciar um reajuste que, à primeira vista, parecia insignificante: o preço de seu picolé mais famoso subiria de 60 para 70 ienes.

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Pode parecer pouco, e de fato era. Na cotação da época, o aumento representava cerca de R$ 0,34. Mas o contexto transformou essa decisão em um verdadeiro acontecimento nacional.

25 anos sem mexer no preço

O detalhe que chocou os consumidores é que o produto mantinha o mesmo valor desde 1991. Foram 25 anos sem reajuste.

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Criado no início da década de 1980, o picolé foi pensado especialmente para estudantes, com preço acessível e sabor simples. O sucesso foi gigantesco: a marca chegou a vender cerca de 4 bilhões de unidades por ano, tornando-se um verdadeiro símbolo popular.

Durante décadas, o valor fixo virou quase uma tradição. Por isso, quando a empresa anunciou o aumento de apenas 10 ienes, a reação foi intensa.

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Pedido de desculpas na TV

Diante das críticas e da repercussão negativa, a diretoria da Akagi Nyugyo decidiu fazer algo raro: apareceu na televisão para pedir desculpas publicamente.

Executivos da empresa se curvaram em sinal de respeito aos consumidores, um gesto profundamente enraizado na cultura japonesa, e explicaram os motivos do reajuste.

O pedido formal de desculpas chamou ainda mais atenção do que o próprio aumento.

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O contexto econômico por trás do reajuste

Naquele momento, o Japão enfrentava uma longa batalha contra a deflação, cenário em que os preços caem em vez de subir. Apesar disso, a empresa alegou que precisava ajustar o valor devido à queda nos gastos dos consumidores e nas exportações, além do aumento de custos de produção.

Mesmo com o reajuste, o produto continuava extremamente barato. Ainda assim, o impacto emocional foi grande, porque o preço fazia parte da identidade da marca há décadas.

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