X
Mundo

Família de Jean Charles lamenta impunidade

A prima de Jean Charles, a supervisora de limpeza Patrícia Armani, de 43 anos, jamais esqueceu o dia 22 de julho de 20

Jean Charles de Menezes tinha 27 anos quando foi assassinado / Associated Press

Há 12 anos, o brasileiro Jean Charles de Menezes, que tinha 27 anos à época, foi morto a tiros pela polícia de Londres ao ser confundido com um terrorista no metrô. A prima de Jean Charles, a supervisora de limpeza Patrícia Armani, de 43 anos, jamais esqueceu o dia 22 de julho de 20.

"Foi muito difícil. Entrei em choque, não parava de chorar e não dormia", lembra ela, que morava com o eletricista no sul de Londres, na época do crime. "Ele nos ajudou, convivíamos juntos, (éramos) uma família", disse ela ao jornal O Estado de S. Paulo.

A casa foi vigiada naquela madrugada por agentes que suspeitavam que um dos autores de uma tentativa de atentado terrorista, no dia anterior, morasse no local. Quando o brasileiro saiu pela manhã para ir ao trabalho, foi seguido pelos policiais à paisana

Pelo aspecto físico do eletricista, moreno e de olhos escuros, os agentes o associaram a um acusado de terrorismo. Jean Charles chegou à Estação Stockwell e, ao entrar em um dos vagões, foi atingido por sete tiros na cabeça e um no ombro.

O caso chocou. A família, de Minas Gerais, se mobilizou para punir os responsáveis, o que não ocorreu. Em 2016, a Corte europeia rejeitou recurso para que os agentes envolvidos fossem julgados. E, em fevereiro deste ano, Cressida Dick, chefe da operação que levou à morte do brasileiro, foi nomeada para comandar a polícia londrina.

"É revoltante e dá um sentimento de impotência muito grande. O que fica é a saudade e a sensação de impunidade", afirma Patrícia. Tanto tempo depois, o medo ainda persiste. "Sempre tememos. Estamos em uma época incerta, de ataques terroristas frequentes", conta a prima, que ainda mora em Londres.

Portugal

Uma mulher brasileira de 36 anos, identificada como Ivanice Carvalho da Costa, morreu após ser baleada no pescoço, pela polícia, na madrugada dessa quarta-feira, 15, em Lisboa. Segundo a imprensa portuguesa, os policiais confundiram o carro em que a ela e o namorado estavam, um Renault Megane preto, com um Seat Leon preto que havia escapado de uma perseguição policial minutos antes, no bairro de Encarnação, próximo ao local onde a brasileira foi atingida. De acordo com a Polícia de Segurança Pública de Lisboa (PSP), o condutor do carro não obedeceu a ordem de parada e tentou atropelar os policiais.

Deixe a sua opinião

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

Polícia

Polícia prende dois homens suspeitos de tráfico de drogas em São Vicente

Os agentes estavam em um patrulhamento preventivo pela Rua Antônio Luís Barreiros, no bairro Japuí, quando encontraram dois homens na trilha do surfista

Tragédia

Homem de 23 anos morre afogado ao tentar buscar bola de futebol no mar

Segundo informações do Grupamento de Bombeiros Marítimos (GBMar), o afogamento aconteceu na Praia Preta

©2021 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software