Explosão deixa mortos em metrô de São Petersburgo, na Rússia

As autoridades russas investigam as causas do incidente, sem descartar a possibilidade de um atentado terrorista

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03 ABR 2017Por Folhapress11h30
Vítimas são vistas após explosão na estação de metro Tekhnologichesky Institut, em São Petersburgo, na RússiaFoto: ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Uma explosão no metrô de São Petersburgo, no oeste da Rússia, deixou ao menos dez mortos nesta segunda-feira (3). Há também 50 feridos.

As informações foram confirmadas pelas autoridades russas, que investigam as causas do incidente, sem descartar a possibilidade de um atentado terrorista. Uma segunda explosão, mencionada por algumas testemunhas, não foi confirmada.

Informações preliminares citam um artefato explosivo na estação Sennaya Ploshchad. O dispositivo estaria coberto por estilhaços, uma técnica utilizada para maximizar o dano ao redor.

As estações de metrô em São Petersburgo foram temporariamente fechadas.

Circulam imagens de destroços em uma plataforma e pessoas deitadas no chão. A porta de um dos vagões está retorcida pelo que parece ser uma explosão e há fumaça dentro do túnel. Em um vídeo, passageiros tentam resgatar vítimas de dentro do trem, entre as ferragens.

O presidente russo, Vladimir Putin, estava na cidade -a segunda em tamanho na Rússia- e planejava se reunir ali com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko. Ele foi informado sobre a explosão, segundo seu porta-voz, Dmitry Peskov.

Putin afirmou que ainda é "muito cedo" para determinar o que causou o incidente, mas a ação poderia ser "criminosa ou terrorista". Ele disse que está em contato com seus serviços de seguranças e ofereceu condolências às famílias das vítimas.

A Rússia foi atacada, no passado, por militantes chechenos. Em 2010, duas mulheres-bomba atingiram o metrô de Moscou, deixando 38 mortos. Havia ameaças de novas ações desses grupos.

Outro risco são os radicais que viajaram à Síria e ao Iraque para lutar ao lado da organização terrorista Estado Islâmico. Estima-se que sejam mais de 3.500 pessoas, cujo retorno à Rússia ofereceria um desafio para as agências de segurança.