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Ex-premiê socialista quer concorrer ao Parlamento pela sigla de Macron

Os socialistas governarão a França até domingo (14), quando Hollande transferirá o poder para Macron

O ex-primeiro-ministro socialista Manuel Valls anunciou nesta terça-feira (9) que pretende migrar para o República Em Frente!, partido de Emmanuel Macron, eleito presidente da França no domingo (7), para concorrer nas eleições legislativas de 11 e 18 de junho.

Valls, que apoiou a candidatura de Macron à Presidência após ser derrotado nas primárias do Partido Socialista, afirmou que pretende ser "candidato da maioria presidencial" no Parlamento.

"Quero o sucesso de Emmanuel Macron", disse o ex-primeiro-ministro à rádio RTL. "Sejamos francos: nós apoiamos a maior parte das propostas do projeto de Emmanuel Macron, sim ou não? Sim."

Valls, 54, também declarou que seu Partido Socialista "está morto, ficou para trás". Ele foi primeiro-ministro de abril de 2014 a dezembro de 2016, período em que encabeçou muitas das políticas do governo do presidente François Hollande, altamente impopular.

O ex-primeiro-ministro pretende concorrer a uma vaga no Parlamento pelo departamento de Essonne, seu reduto nos subúrbios de Paris, mas a candidatura dependerá das dinâmicas internas do Republicanos Em Frente!

"Qualquer apoio ao presidente é bem vindo", declarou Jean-Paul Delevoye, chefe da comissão que dá suporte a candidaturas do partido. "Mas apoio não necessariamente se traduz em nomeação. A voz dele [Valls] não é insignificante, mas sua candidatura será tratada como a de qualquer outra pessoa."

A debandada de Valls é ilustrativa da crise por que passa o Partido Socialista. A legenda sofreu uma derrota esmagadora no primeiro turno da eleição presidencial, em 23 de abril, com seu candidato, Benoît Hamon, conquistando pouco mais de 6% dos votos -Hamon é uma figura localizada na ala à esquerda do partido e causou surpresa ao superar Valls, símbolo do establishment da sigla, nas primárias.

Os socialistas governarão a França até domingo (14), quando Hollande transferirá o poder para Macron.

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