Entenda como o sistema de acasalamento das belugas protege as populações que vivem isoladas no Alasca / Stan Shebs/Wikimedia Commons
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Esqueça o que você sabia sobre a vida social das baleias belugas nas regiões polares.
Uma pesquisa recente publicada na Frontiers in Marine Science mudou completamente o entendimento sobre esses animais.
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O comportamento reprodutivo delas é muito mais estratégico e diversificado do que os biólogos previam anteriormente.
Durante treze anos, pesquisadores estudaram o código genético de centenas de baleias brancas no litoral do Alasca.
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Eles focaram em um grupo de dois mil indivíduos que vivem praticamente sem contato com outras populações. Esse cenário isolado permitiu identificar como a genética flui entre as gerações de belugas.
Dessa forma, a equipe conseguiu observar o comportamento dos animais durante diversas temporadas de reprodução seguidas.
Mesmo com uma vida longa, as escolhas feitas em curtos períodos mostraram padrões claros. Os dados revelaram uma estrutura social baseada na cooperação e na troca constante de genes.
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O estudo confirmou que as belugas praticam a poliginandria, relacionando-se com diferentes parceiros a cada novo ciclo.
Isso resulta em uma rede de parentesco onde os meio-irmãos são muito mais comuns que irmãos plenos. Tal estratégia protege a integridade genética da população contra doenças e mutações.
Além disso, as fêmeas têm um papel crucial ao selecionar parceiros que aumentem a variedade biológica.
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Veja mais: DNA oculto revela que baleias-azuis estão cruzando com outras espécies e híbridos.
Esse comportamento evita o cruzamento entre parentes, o que é vital para grupos pequenos e isolados geograficamente. Consequentemente, a diversidade genética funciona como um escudo natural para a espécie no Alasca.
A nova descoberta coloca em xeque as crenças tradicionais sobre a reprodução dos grandes mamíferos aquáticos do norte.
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O pesquisador Greg O'Corry-Crowe afirmou categoricamente: "Isso subverte todas as nossas antigas suposições sobre essa espécie do Ártico". A dinâmica vai além da simples competição física entre machos.
Na verdade, a análise prova que as fêmeas possuem um controle refinado sobre o destino de sua linhagem.
Conforme explicou O'Corry-Crowe, "Essas estratégias evidenciam as maneiras sutis, porém poderosas, pelas quais as fêmeas exercem controle sobre a próxima geração e o rumo evolutivo da espécie". A evolução parece ocorrer de forma planejada.
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