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Estudante de 18 anos surpreende a NASA e fica milionário ao descobrir 1 milhão de objetos espaciais

Algoritmo criado por Matteo Paz analisou dados, identificou sinais antes 'invisíveis' no céu e reforçou o mapeamento de objetos que pode acelerar a busca por planetas habitáveis

Agência Diário

Publicado em 06/02/2026 às 14:32

Atualizado em 08/02/2026 às 14:31

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O mentor de Matteo no Caltech, Davy Kirkpatrick, destacou que ninguém havia tentado usar toda a base de dados do NEOWISE para classificar essa variabilidade antes do jovem.  / Reprodução YT/SocietyforScience

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O jovem americano Matteo Paz, de apenas 18 anos, tornou-se o centro das atenções na comunidade científica global ao realizar um feito monumental: a descoberta de aproximadamente 1,5 milhão de objetos no espaço.

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Utilizando inteligência artificial (IA) para analisar dados da NASA, o estudante não apenas mapeou o que era "invisível", como também conquistou um prêmio de 250 mil dólares (cerca de R$ 1,4 milhão) na competição americana "Busca de Talentos da Regeneron Science".

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O "mapa do invisível" com dados da NASA

Matteo, que integrou a Planet Finder Academy no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), debruçou-se sobre um volume massivo de informações: 200 terabytes de dados astronômicos coletados pelo telescópio NEOWISE da NASA.

O acervo reunia mais de 200 bilhões de linhas de observações acumuladas desde 2009, obtidas por meio do monitoramento infravermelho do céu.

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Enquanto a escala do projeto desencorajava análises manuais, o jovem desenvolveu, em apenas 6 semanas, um pipeline de aprendizado de máquina capaz de identificar sinais sutis e fontes de luz variáveis.

Com essa tecnologia, ele catalogou mais de 2 milhões de corpos celestes, dos quais 1,5 milhão era totalmente desconhecidos até então.

Buracos negros e planetas habitáveis

O algoritmo criado por Matteo analisa mudanças na radiação infravermelha para classificar fenômenos complexos, como:

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  • Buracos negros;
  • Sistemas de estrelas duplas (binárias eclipsantes);
  • Quasares e supernovas.

Além de identificar esses objetos, a descoberta tem implicações profundas para o futuro da astronomia

Segundo o estudante, o catálogo pode ajudar cientistas a entenderem quais exoplanetas (mundos que orbitam outras estrelas) podem ser habitáveis para seres humanos. O trabalho foi revisado por pares e publicado no conceituado The Astronomical Journal.

Tecnologia além da astronomia

O mentor de Matteo no Caltech, Davy Kirkpatrick, destacou que ninguém havia tentado usar toda a base de dados do NEOWISE para classificar essa variabilidade antes do jovem. 

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A técnica utilizada, que envolve ferramentas matemáticas como transformadas de Fourier, permite detectar variações que escapam às análises tradicionais.

Embora o foco atual seja o espaço e a compreensão da expansão do universo desde o Big Bang, o pipeline de IA desenvolvido por Matteo tem potencial para ser adaptado a outras áreas da ciência na Terra, como finanças, neurociência e monitoramento ambiental, onde a análise de oscilações em grandes massas de dados é crítica.

Atualmente, Matteo Paz atua como assistente de pesquisa remunerado, continuando a refinar sua tecnologia enquanto o lançamento público completo de seu catálogo está previsto para 2025.

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*Por Raphael Miras
 

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