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Algoritmo criado por Matteo Paz analisou dados, identificou sinais antes 'invisíveis' no céu e reforçou o mapeamento de objetos que pode acelerar a busca por planetas habitáveis
O mentor de Matteo no Caltech, Davy Kirkpatrick, destacou que ninguém havia tentado usar toda a base de dados do NEOWISE para classificar essa variabilidade antes do jovem. / Reprodução YT/SocietyforScience
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O jovem americano Matteo Paz, de apenas 18 anos, tornou-se o centro das atenções na comunidade científica global ao realizar um feito monumental: a descoberta de aproximadamente 1,5 milhão de objetos no espaço.
Utilizando inteligência artificial (IA) para analisar dados da NASA, o estudante não apenas mapeou o que era "invisível", como também conquistou um prêmio de 250 mil dólares (cerca de R$ 1,4 milhão) na competição americana "Busca de Talentos da Regeneron Science".
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Matteo, que integrou a Planet Finder Academy no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), debruçou-se sobre um volume massivo de informações: 200 terabytes de dados astronômicos coletados pelo telescópio NEOWISE da NASA.
O acervo reunia mais de 200 bilhões de linhas de observações acumuladas desde 2009, obtidas por meio do monitoramento infravermelho do céu.
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Enquanto a escala do projeto desencorajava análises manuais, o jovem desenvolveu, em apenas 6 semanas, um pipeline de aprendizado de máquina capaz de identificar sinais sutis e fontes de luz variáveis.
Com essa tecnologia, ele catalogou mais de 2 milhões de corpos celestes, dos quais 1,5 milhão era totalmente desconhecidos até então.
O algoritmo criado por Matteo analisa mudanças na radiação infravermelha para classificar fenômenos complexos, como:
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Além de identificar esses objetos, a descoberta tem implicações profundas para o futuro da astronomia.
Segundo o estudante, o catálogo pode ajudar cientistas a entenderem quais exoplanetas (mundos que orbitam outras estrelas) podem ser habitáveis para seres humanos. O trabalho foi revisado por pares e publicado no conceituado The Astronomical Journal.
O mentor de Matteo no Caltech, Davy Kirkpatrick, destacou que ninguém havia tentado usar toda a base de dados do NEOWISE para classificar essa variabilidade antes do jovem.
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A técnica utilizada, que envolve ferramentas matemáticas como transformadas de Fourier, permite detectar variações que escapam às análises tradicionais.
Embora o foco atual seja o espaço e a compreensão da expansão do universo desde o Big Bang, o pipeline de IA desenvolvido por Matteo tem potencial para ser adaptado a outras áreas da ciência na Terra, como finanças, neurociência e monitoramento ambiental, onde a análise de oscilações em grandes massas de dados é crítica.
Atualmente, Matteo Paz atua como assistente de pesquisa remunerado, continuando a refinar sua tecnologia enquanto o lançamento público completo de seu catálogo está previsto para 2025.
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*Por Raphael Miras