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Entenda a nova variante 'Cicada' da Covid que avança no mundo e acende alerta no Brasil

A variante vem chamando a atenção por seu alto número de mutações e rápida disseminação internacional

Ana Clara Durazzo

Publicado em 01/04/2026 às 12:00

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Detectada pela primeira vez em novembro de 2024, na África, a cepa já foi identificada em ao menos 23 países até fevereiro de 2026 e passou a circular com mais intensidade nos Estados Unidos / Unsplash

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Uma nova variante da Covid-19 entrou no radar das autoridades de saúde em todo o mundo. Trata-se da BA.3.2, apelidada de “Cicada”, que vem chamando a atenção por seu alto número de mutações e rápida disseminação internacional.

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Detectada pela primeira vez em novembro de 2024, na África, a cepa já foi identificada em ao menos 23 países até fevereiro de 2026 e passou a circular com mais intensidade nos Estados Unidos, inclusive sendo encontrada em amostras de esgoto em diversos estados.

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O que é a variante 'Cicada'?

A BA.3.2 é uma linhagem do coronavírus considerada “altamente divergente”, com cerca de 70 a 75 mutações na proteína spike, estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas.

Esse alto número de alterações genéticas é justamente o que preocupa especialistas, já que pode facilitar a disseminação e dificultar a resposta do sistema imunológico.

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O apelido “Cicada” (cigarra) surgiu porque a variante apareceu em grande quantidade após um período sem registros, uma analogia ao comportamento do inseto.

O apelido “Cicada” (cigarra) surgiu porque a variante apareceu em grande quantidade após um período sem registros

Ela é mais perigosa?

Até agora, não há evidências de que a BA.3.2 cause quadros mais graves da doença. Segundo especialistas, o principal ponto de atenção é a alta transmissibilidade

“O grande número de mutações favorece a disseminação, mas não há indicação de aumento na gravidade”, explica o infectologista Marcelo Otsuka.

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Ou seja, o cenário atual é de mais casos, mas sem agravamento proporcional da doença.

Vacinas podem perder eficácia?

Essa é uma das maiores preocupações. Como as vacinas foram desenvolvidas com base em versões anteriores do vírus, as mutações, especialmente na proteína spike, podem reduzir a eficácia da resposta imunológica.

Mesmo assim, especialistas reforçam que as vacinas ainda oferecem proteção, principalmente contra casos graves. Ainda assim, pode ser necessário atualizar as fórmulas, como já ocorre com a gripe.

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 Especialistas reforçam que as vacinas ainda oferecem proteção, principalmente contra casos graves

Quais são os sintomas?

Os sintomas são semelhantes aos das variantes mais recentes:

  • Dor de garganta
  • Tosse
  • Congestão nasal
  • Cansaço
  • Dor de cabeça
  • Febre
  • Náusea ou diarreia (em alguns casos)
Segundo especialistas, o principal ponto de atenção é a alta transmissibilidade

Já chegou ao Brasil?

Até o momento, não há registro da variante BA.3.2 no Brasil. Mesmo assim, especialistas alertam para a importância do monitoramento constante, já que o vírus continua evoluindo e circulando globalmente.

Ela pode se tornar dominante?

Sim, é uma possibilidade, mas ainda não é o cenário atual.

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A variante segue em observação por autoridades de saúde, que acompanham:

  • Taxa de transmissão
  • Capacidade de escapar da imunidade
  • Impacto clínico

O que fazer agora?

As recomendações seguem semelhantes às já conhecidas:

  • Manter a vacinação atualizada
  • Fazer teste em caso de sintomas
  • Evitar contato com outras pessoas ao testar positivo
  • Usar máscara em situações de risco

Especialistas reforçam que a Covid-19 passou a se comportar como outras doenças respiratórias, exigindo vigilância contínua.

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Há motivo para preocupação?

Por enquanto, não há motivo para pânico.

O consenso entre especialistas é que a variante precisa de monitoramento, mas não há motivo para alarme imediato.

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