Mundo

Engolida pelo deserto: Conheça o perigo invisível que ameaça Dubai, a terra do luxo

Riqueza e arranha-céus escondem uma crise estrutural profunda; entenda os desafios que ameaçam o futuro de Dubai: do esgoto no Burj Khalifa ao mar que "engole" a costa

Jeferson Marques

Publicado em 12/03/2026 às 15:07

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail
Fotos de Dubai / Arquivo - Pexels
Fotos de Dubai / Arquivo - Pexels
Arquivo - Pexels
Arquivo - Pexels
Arquivo - Pexels
Arquivo - Pexels
Arquivo - Pexels
Arquivo - Pexels

Dubai, onde o luxo desafia o deserto e o futuro é agora (ou nunca mais) / Aleksandar Pasaric/Pexels

Continua depois da publicidade

Em poucas décadas, Dubai deixou de ser uma aldeia de pescadores para se tornar o epicentro do luxo global. Com a descoberta de petróleo, o emirado ergueu monumentos como o Burj Khalifa e desafiou a geografia com ilhas artificiais.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

No entanto, em 2026, o brilho das fachadas começa a dar lugar a uma preocupação crescente. O planejamento acelerado criou uma conta ambiental que está começando a chegar.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• A maior do mundo é nossa: Mega Tirolesa de 3,4 km está em SP e supera atração de Dubai

• Hotel equivalente a 69 girafas empilhadas abre em Dubai e bate recorde mundial

• Roda-gigante 'padrão Dubai' chega ao Litoral brasileiro com investimento milionário

O luxo esconde um problema de esgoto colossal

Um dos maiores símbolos de Dubai revela a fragilidade do seu crescimento meteórico. O prédio mais alto do mundo foi inaugurado sem uma conexão adequada à rede de esgoto.

Isso resultou em um sistema onde caminhões-fossa retiram diariamente 15 toneladas de dejetos do edifício. O episódio ilustra como a estética muitas vezes atropelou a infraestrutura básica.

Continua depois da publicidade

O mar e a areia ameaçam os ícones construídos sobre a água

A ousadia de construir sobre as águas também apresenta efeitos colaterais severos. As famosas ilhas artificiais alteraram as correntes marítimas, provocando uma erosão acelerada.

A cidade perde até 15 mil metros cúbicos de areia anualmente. Por terra, o deserto avança e já recuperou mais de 56% das áreas que antes eram cultiváveis no emirado.

Inovação é a última esperança contra o colapso ambiental

Para sobreviver, a cidade aposta em tecnologias de ponta, como a semeadura de nuvens para criar chuva artificial. A dependência da dessalinização da água ainda é um desafio caro e poluente.

Continua depois da publicidade

Outra aposta é a nanoargila, uma técnica norueguesa que tenta transformar areia em solo fértil. O desafio é provar que o dinheiro pode vencer a natureza e evitar que Dubai se torne uma miragem.

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software