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Em meio à crise política, Venezuela começa a libertar presos e fala em reconciliação

Medida ocorre poucos dias após captura de Nicolás Maduro pelos EUA e inclui cidadãos venezuelanos e estrangeiros, sendo celebrada por grupos de direitos humanos

Ana Clara Durazzo

Publicado em 09/01/2026 às 10:14

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A medida vem apenas dias depois da captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, que o detiveram em Nova York em conexão com acusações relacionadas ao tráfico de drogas / Marcelo Camargo/Agência brasil

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O governo da Venezuela anunciou a libertação de um “número significativo” de prisioneiros — incluindo venezuelanos e estrangeiros — em um gesto que autoridades classificaram como parte de um esforço para 'buscar a paz' no país. 
euronews

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O anúncio foi ito por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional venezuelana e irmão da presidente interina feDelcy Rodríguez, sem que detalhes sobre quem será libertado ou quantos detentos estejam envolvidos fossem divulgados. 

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Liberação em meio a contexto político tenso

A medida vem apenas dias depois da captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, que o detiveram em Nova York em conexão com acusações relacionadas ao tráfico de drogas. 

Rodríguez descreveu as solturas como um gesto do “governo bolivariano” para promover a convivência pacífica e a união nacional, afirmando que o processo já estava em andamento quando fez o anúncio transmitido pela televisão. 
 

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Reação de direitos humanos e oposição

Organizações de direitos humanos como o Foro Penal, que monitora detenções políticas na Venezuela, reagiram positivamente ao anúncio — apesar de ressaltarem que a verificação individual das libertações ainda é necessária. 

Segundo dados recentes dessas organizações, há dezenas de detenções qualificadas por grupos de direitos humanos como relacionadas a motivos políticos no país, incluindo cidadãos estrangeiros que poderiam ser beneficiados pela medida. 

A libertação de figuras da oposição e críticos do governo também está entre as demandas antigas tanto da oposição venezuelana quanto de governos estrangeiros, incluindo os Estados Unidos. 

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Repercussão internacional

Espanha já confirmou a libertação de cidadãos espanhóis, e a ação foi saudada por autoridades como um passo 'positivo' em direção a um clima político menos conflituoso. 
RTP

Embora o anúncio tenha sido recebido com otimismo por parte de organizações civis e familiares, ainda há cautela sobre a extensão das solturas e as condições impostas aos libertados, especialmente no contexto de um país que, até recentemente, mantinha grande número de presos políticos, segundo relatórios de ONG. 

À medida que o processo continua, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, em um momento em que a Venezuela vive uma transição política marcada por tensões internas e pressão externa.

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