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Com o feito, o Brasil se tornou apenas o terceiro país do Hemisfério Sul, abaixo da linha do Equador, a conquistar uma medalha em uma edição olímpica disputada na neve
Lucas Pinheiro durante a descida no slalom gigante / Divulgação/ Rafael Bello/COB
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O Brasil entrou definitivamente para a história dos Jogos Olímpicos de Inverno neste sábado (14). O esquiador Lucas Pinheiro Braathen conquistou a medalha de ouro no slalom gigante nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, garantindo o primeiro ouro olímpico de inverno da história do país.
Com o feito, o Brasil se tornou apenas o terceiro país do Hemisfério Sul, abaixo da linha do Equador, a conquistar uma medalha em uma edição olímpica disputada na neve — um marco inédito para o esporte nacional.
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Lucas cravou o tempo de 2min25s00, superando adversários de tradicionais potências do esqui alpino e confirmando o status de um dos grandes nomes das provas técnicas da modalidade.
Logo após a prova, ainda emocionado, o atleta destacou o significado da conquista para o país e para as futuras gerações.
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'Nada é impossível. O que importa é o que existe aqui dentro', disse, batendo a mão no peito, em entrevista ao SporTV. 'É do Brasil', completou, ao afirmar que o ouro pode servir de inspiração para a criançada e a próxima geração.
Lucas Pinheiro Braathen começou a esquiar aos nove anos de idade, influenciado pelo pai, e rapidamente se destacou no esporte. Especialista nas provas técnicas do esqui alpino, como slalom e slalom gigante, ele já havia entrado para a elite mundial ao conquistar o Globo de Cristal do slalom em 2023, principal troféu da temporada internacional da modalidade.
Agora, com o ouro olímpico em Milão-Cortina, o brasileiro atinge o ponto mais alto da carreira e consolida seu nome entre os maiores esquiadores da história do esporte.
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A conquista não apenas amplia o legado olímpico do Brasil, como também redefine o papel do país nos esportes de inverno, abrindo caminho para novas gerações sonharem — mesmo longe da neve.