Imagens do desembarque mostram que parte dos militares pertence ao Regimento de Engenharia / Reprodução/@forsvaretdk
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Soldados do Exército da Dinamarca desembarcaram recentemente em Kangerlussuaq, no oeste da Groenlândia, em uma missão voltada à proteção e vigilância do território. A chegada ocorreu após uma escala em Nuuk e contou com a presença do chefe do Exército dinamarquês, Peter Boysen, a mais alta autoridade militar da força terrestre do país.
As Forças Armadas classificaram a ação como uma “contribuição substancial”, sem detalhar publicamente os objetivos específicos da operação.
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Ainda assim, a presença do comandante do Exército na Groenlândia é vista como um sinal claro de que a movimentação tem peso estratégico, já que a região normalmente não está sob responsabilidade direta dessa força. Vale lembrar que aviões do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) foram vistos se deslocando em direção ao país.
Imagens do desembarque mostram que parte dos militares pertence ao Regimento de Engenharia, sediado em Skive. Esses soldados são especializados na construção de fortificações, posições defensivas e obstáculos, além da localização e neutralização de munições e minas.
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Os militares que chegaram a Kangerlussuaq são, em sua maioria, do quartel de Haderslev, no sul da Jutlândia.
Muitos deles já estiveram na Groenlândia anteriormente, tendo participado de exercícios na região no outono passado, o que garante familiaridade com o terreno e as condições climáticas extremas.
Segundo analistas de defesa, a principal tarefa das tropas será proteger e vigiar infraestruturas consideradas críticas na Groenlândia. Entre os pontos sensíveis estão portos, usinas de energia e possíveis instalações ligadas à exploração de recursos naturais.
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O objetivo é garantir o controle de áreas estratégicas e dificultar tentativas de potências estrangeiras de ampliar sua presença ou influência no território, que tem importância crescente no cenário geopolítico do Ártico.
A mobilização ocorre oficialmente dentro do exercício chamado “Arctic Endurance”. No entanto, especialistas apontam que, na prática, a ação se assemelha mais a uma operação militar do que a um treinamento convencional.
Diferentemente de exercícios planejados com antecedência e roteiro definido, a missão não segue um cronograma público nem etapas pré-estabelecidas, o que reforça a leitura de que se trata de uma operação real de prontidão e dissuasão.
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Relatos indicam que os soldados tiveram pouco tempo para se preparar antes do deslocamento, o que sugere uma resposta rápida a demandas estratégicas.
Embora o número exato de militares não tenha sido divulgado oficialmente, estimativas apontam para cerca de 100 soldados envolvidos na missão.
A movimentação reforça a atenção crescente da Dinamarca à Groenlândia, território autônomo sob sua soberania, em um momento de aumento da disputa internacional por influência e presença no Ártico.
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