ECONOMIA

Croácia entra na zona do euro e em área de livre circulação da Europa

Neste domingo, o País abandonou formalmente a kuna, tornando-se o 20º membro do bloco a entrar na zona do euro

Folhapress

Publicado em 02/01/2023 às 10:50

Atualizado em 02/01/2023 às 10:52

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País passa a utilizar uma das moedas mais sólidas do mercado mundial / Reprodução/Youtube/Coins and Banknotes

A Croácia começou o ano de 2023 com uma nova moeda corrente e como parte da área de livre circulação da União Europeia. Neste domingo (1º), o País abandonou formalmente a kuna, tornando-se o 20º membro do bloco a entrar na zona do euro, e passou a integrar o espaço Schengen, junto de outros 26 países. 

O espaço Schengen é uma uma ampla região com mais de 400 milhões de europeus que podem viajar livremente, sem controles nas fronteiras domésticas. A maior parte de seus membros também compõe a UE, mas também há países como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. 

"Não há nenhum lugar na Europa onde o ideal [europeu] seja mais verdadeiro do que aqui na Croácia", escreveu Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, no Twitter, durante visita ao país. 

Ela se reuniu com o premiê da Croácia, Andrej Plenkovic, e com o presidente da Eslovênia, Pirc Musar, em um posto na fronteira entre os dois países. "É um dia que será lembrado nos livros de história", afirmou Von der Leyen, somando-se a Plenkovic, que também se referiu às mudanças como um marco. 

"Se há momentos históricos, momentos especiais que devem nos dar grande honra e quando testemunhamos a conquista de objetivos estratégicos de um Estado, este é um desses dias", afirmou o premiê. 

A Croácia se tornou independente da Iugoslávia em 1991, após uma guerra em que morreram cerca de 20 mil pessoas. Desde julho de 2013, é um dos países-membros da UE. De acordo com Plenkovic, as entradas na zona do euro e no espaço Schengen representam "dois objetivos estratégicos para alcançar uma maior integração" no bloco. 

Von der Leyen e Plenkovic posaram pagando por cafés com notas de euro, e o presidente do Banco Central da Croácia, Boris Vujcic, sacou cédulas de euro em um caixa eletrônico em Zagreb, capital do país. 

Os gestos são simbólicos, pois a moeda do bloco já era amplamente utilizada entre os croatas -80% dos depósitos bancários são feitos em euro, e a maioria dos clientes internacionais de suas empresas provém de países que usam a moeda única europeia. 

A mudança, no entanto, desagradou parte dos croatas. "Vamos sentir falta da nossa kuna, porque os preços vão disparar", lamentou o aposentado Drazen Golemac, 63, em depoimento à agência de notícias AFP. A crise atual, acentuada pela Guerra da Ucrânia, fez com que a Croácia registrasse inflação de 13,5% em novembro, enquanto a média na zona do euro foi de 10%. 

O fim dos controles nas fronteiras em decorrência da entrada no espaço Schengen é visto com mais otimismo. A decisão deve fortalecer o setor do turismo -a Croácia recebeu em 2022 um número de visitantes quatro vezes superior à sua população de quase 4 milhões de habitantes. 

Ao todo, 73 postos de fronteira pararam de fazer verificações a partir do domingo. Em aeroportos, o controle permanece até 26 de março, devido a adaptações técnicas. 

Zagreb também deve continuar monitorando, de forma restritiva, a chegada de migrantes em situação irregular de países vizinhos não pertencentes à UE, como Bósnia, Sérvia e Montenegro. A Croácia fica no meio da rota dos Bálcãs Ocidentais, usada por muitos migrantes, assim como por traficantes de armas, de drogas e de pessoas.

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