Cristo Redentor “derrota” a Estátua da Liberdade em vídeo gerado por IA por Irã; entenda o que significa

Essa publicação é parte de uma série de materiais que os oficiais iranianos agora recorrem em um esforço para fortalecer suas narrativas políticas em um ambiente de conflito crescente com Teerã, Washington e seus aliados

Em um vídeo gerado com inteligência artificial, o monumento carioca protagoniza uma luta simbólica contra a Estátua da Liberdade

Em um vídeo gerado com inteligência artificial, o monumento carioca protagoniza uma luta simbólica contra a Estátua da Liberdade

O Cristo Redentor, um dos maiores símbolos do Brasil, apareceu no centro de uma nova disputa narrativa internacional. Em um vídeo gerado com inteligência artificial e divulgado pela Embaixada da República Islâmica do Irã na Tunísia, o monumento carioca protagoniza uma luta simbólica contra a Estátua da Liberdade, um dos principais ícones dos Estados Unidos.

Essa publicação é parte de uma série de materiais que os oficiais iranianos agora recorrem em um esforço para fortalecer suas narrativas políticas em um ambiente de conflito crescente com Teerã, Washington e seus aliados.

Batalha simbólica dos monumentos

Na animação, a Estátua da Liberdade se posiciona diante do Cristo Redentor, no topo do Corcovado no Rio de Janeiro, e tenta socá-lo.

O monumento brasileiro responde, triunfa sobre o adversário e o parte ao meio antes de retornar à sua postura familiar, de braços abertos.

A publicação foi acompanhada da frase “Uma frente. Uma luta” e, em outra versão divulgada nas redes sociais, da mensagem “Vitória da fé sobre o imperialismo”.

A escolha do Cristo Redentor despertou a atenção pública por simbolizar a transcendência das divisões religiosas e nacionais. O monumento, construído em 1931, é considerado um dos cartões-postais mais famosos do mundo e foi votado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

A mais de 700 metros acima do nível do mar, no topo do Morro do Corcovado, o Cristo tornou-se um ícone cultural não apenas do Rio de Janeiro, mas da América Latina.

Tecnologia a serviço da propaganda

Especialistas em relações internacionais apontam que a guerra moderna não ocorre apenas em campos de batalha, pois a disputa pela opinião pública global também se tornou uma ferramenta estratégica.

Nesse contexto, vídeos produzidos por inteligência artificial passaram a ser usados como instrumentos de propaganda política, capazes de gerar grande repercussão nas redes sociais em poucos minutos.

O episódio não é isolado. Em abril deste ano, um representante diplomático iraniano adicional divulgou um vídeo criado por inteligência artificial onde uma figura semelhante a Jesus Cristo aparecia atacando o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Mas o vídeo foi interpretado como uma resposta sarcástica a uma imagem anteriormente compartilhada pelo próprio líder americano. Assim, utiliza personagens.