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O movimento amplia o conflito para além do território iraniano e coloca bases estratégicas norte-americanas no Golfo Pérsico no centro da crise
O governo iraniano direcionou ataques contra instalações militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein, no Kuwait e no Catar / Reuters
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A reação do Irã aos bombardeios recentes não se limitou ao discurso. Neste sábado (28), o governo iraniano direcionou ataques contra instalações militares dos Estados Unidos localizadas no Bahrein, no Kuwait e no Catar. Paralelamente, mísseis e drones também foram lançados contra Israel. Até o momento, autoridades da região não divulgaram balanços oficiais de danos ou vítimas.
O movimento amplia o conflito para além do território iraniano e coloca bases estratégicas norte-americanas no Golfo Pérsico no centro da crise.
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O Ministério da Defesa do Catar informou que seus sistemas de defesa aérea conseguiram neutralizar parte dos mísseis antes que cruzassem o espaço aéreo nacional. O episódio reforça o temor de que o confronto se espalhe por países vizinhos que abrigam estruturas militares estrangeiras.
Governos da região elevaram o nível de alerta e acompanham o desenrolar dos acontecimentos, diante do risco de novos disparos.
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O Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que o país não recuará diante das ações consideradas hostis. Em comunicado divulgado na rede X, a pasta afirmou que chegou o momento de defender o território nacional e que as forças armadas atuarão com autoridade total.
O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou que a contraofensiva já foi iniciada e orientou a população a evitar áreas estratégicas.
O governo também informou ter adotado medidas para assegurar o abastecimento de itens essenciais. Escolas e universidades foram fechadas temporariamente, enquanto o sistema bancário segue em funcionamento.
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As Forças de Defesa de Israel divulgaram comunicado em persa recomendando que civis deixem imediatamente áreas próximas a instalações militares e centros ligados à produção de armamentos no Irã. Segundo o aviso, permanecer nesses locais representa risco iminente.
O alerta indica preocupação com possíveis novos bombardeios e sugere que a campanha militar pode ter continuidade.
A atual escalada começou após a deterioração das tratativas sobre o programa nuclear iraniano. Nas primeiras horas de sábado, os Estados Unidos lançaram uma operação militar contra alvos estratégicos no Irã, em articulação com Israel. Explosões foram registradas em diferentes pontos, inclusive na capital, Teerã.
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O presidente Donald Trump declarou que a ação teve como meta conter o avanço nuclear iraniano e impedir que o país desenvolva armamento atômico. Já o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, classificou a iniciativa como preventiva diante de ameaças consideradas concretas.
Antes mesmo da ofensiva, os Estados Unidos já haviam ampliado sua presença militar no entorno do Golfo, com o envio de navios de guerra e reforço logístico. Em Israel, o espaço aéreo foi temporariamente fechado e sirenes de emergência foram acionadas.
Com ataques e contra-ataques em sequência, o conflito ganha dimensão regional e mantém a comunidade internacional em expectativa quanto aos próximos passos das partes envolvidas.
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