Um acidente curioso, quase cinematográfico, digno de ser contado em qualquer roda de conversa / Imagem gerada por IA
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Imagine Ohio, no final do século XIX: ruas feitas para carroças, cavalos andando livremente, e duas máquinas barulhentas movidas a gasolina tentando se equilibrar nesse caos.
A história que se espalhou por décadas diz que, em 1895, os únicos dois automóveis do estado teriam se encontrado de frente e colidido. Um acidente curioso, quase cinematográfico, digno de ser contado em qualquer roda de conversa.
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Naquela época, os automóveis eram raridades experimentais. Não existiam leis de trânsito padronizadas, sinalização era praticamente inexistente e os condutores aprendiam na prática.
Qualquer viagem era um desafio: freios pouco confiáveis, motores barulhentos e ruas irregulares faziam da pilotagem um verdadeiro teste de habilidade e paciência.
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No meio desse cenário, imaginar dois carros se chocando parecia plausível, ao menos no imaginário popular.
Ao investigar, especialistas em verificação de fatos, como o Snopes e o Factly, descobriram que não há registros históricos / Redes sociaisAinda que a colisão de dois veículos seja famosa, o primeiro acidente automobilístico registrado em Ohio não foi exatamente assim. Em 1891, o inventor James William Lambert perdeu o controle de seu carro movido a gasolina após bater em uma raiz de árvore saliente, colidindo com um poste de amarração de cavalos.
Um incidente solitário, sem a ironia de dois carros se encontrando, mas historicamente documentado e já suficiente para mostrar que os primeiros anos da condução eram cheios de imprevistos.
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Ao investigar, especialistas em verificação de fatos, como o Snopes e o Factly, descobriram que não há registros históricos que comprovem a famosa colisão.
O estado de Ohio só começou a registrar veículos oficialmente em 1906, tornando impossível confirmar quantos carros circulavam em 1895.
A primeira referência conhecida da história aparece em um anúncio da Mobil Oil, em 1967, o que sugere que a narrativa tenha sido moldada mais para marketing do que para registrar fatos históricos.
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Mesmo sendo uma lenda, a história dos dois carros tem poder simbólico. Ela captura a sensação de caos, improviso e tropeços inevitáveis que marcaram a chegada dos automóveis.
Mais do que fatos, ela traduz o que todos nós sentimos diante de uma novidade tecnológica: progresso é excitante, mas também imprevisível. E às vezes, a imaginação consegue fazer com que um acidente improvável se torne a metáfora perfeita de uma era inteira.