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O patógeno, considerado um dos mais perigosos do mundo pela OMS, infectou duas enfermeiras, levantando suspeitas de uma transmissão dentro do ambiente hospitalar.
A confirmação de dois casos do vírus Nipah em um hospital de Barasat, próximo a Calcutá, colocou as autoridades sanitárias da Índia em alerta máximo / ImageFX
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A confirmação de dois casos do vírus Nipah em um hospital de Barasat, próximo a Calcutá, colocou as autoridades sanitárias da Índia em alerta máximo.
O patógeno, considerado um dos mais perigosos do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), infectou duas enfermeiras, levantando suspeitas de uma transmissão dentro do ambiente hospitalar.
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As duas profissionais de saúde apresentaram febre alta e dificuldades respiratórias severas após atenderem um paciente que faleceu antes de ser testado.
Estado crítico: Uma das enfermeiras está em coma.
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Isolamento: Pelo menos 20 contatos de alto risco foram colocados em quarentena de 21 dias.
Monitoramento: 180 pessoas já foram testadas para conter o avanço silencioso do vírus.
Conhecido por ter servido de inspiração para o filme Contágio (2011), o Nipah é uma doença zoonótica (passa de animais para humanos) com características alarmantes:
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Origem: O reservatório natural são os morcegos frutívoros, mas o vírus também pode infectar porcos.
Transmissão: Ocorre pelo consumo de alimentos contaminados por saliva de morcego ou pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
Gravidade: A taxa de mortalidade varia entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade de resposta local.
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A infecção por Nipah começa com sintomas comuns, como febre e dor de garganta, mas pode evoluir rapidamente para:
Encefalite aguda: Inflamação grave no cérebro.
Complicações respiratórias: Dificuldade severa de respiração.
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Danos tardios: Sequelas neurológicas podem aparecer meses ou até anos após a recuperação da fase aguda.
O Ministério da Saúde da Índia emitiu um alerta nacional. O foco agora é o monitoramento da Síndrome da Encefalite Aguda (SEA). Especialistas alertam que o 'diagnóstico perdido' do primeiro paciente foi o que expôs as enfermeiras, reforçando a necessidade de protocolos rígidos de proteção para profissionais na linha de frente.