A China começou a aplicar impostos sobre a venda de preservativos e outros contraceptivos / Pexels
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A China começou a aplicar, neste mês de janeiro de 2026, um imposto de 13% sobre a venda de preservativos e outros contraceptivos. A medida faz parte de uma reforma fiscal que busca incentivar casamentos e nascimentos, em uma tentativa drástica de reverter o envelhecimento populacional.
No entanto, a estratégia tem sido recebida com ceticismo e ironia pela população chinesa. Para muitos, o aumento no preço do item não resolve o real problema, pois vai de encontro ao altíssimo custo de vida e a pressão social para criar uma criança no país.
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Especialistas e cidadãos apontam que a política pode ser "perigosa" ao desencadear gravidezes indesejadas e riscos à saúde pública. Rosy Zhao, moradora de Xi’an, alerta que estudantes ou pessoas com dificuldades financeiras podem acabar "correndo o risco" de não usar proteção devido ao custo.
Nas redes sociais, o tom é de ridicularização. Um usuário destacou a desconexão da medida com a realidade econômica ao escrever que "as pessoas sabem a diferença entre o preço do preservativo e o custo de criar um filho".
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A pressão estatal tem chegado a níveis intrusivos, com relatos de mulheres recebendo ligações de autoridades perguntando sobre seus ciclos menstruais. No entanto, Daniel Luo, de 36 anos, resume o sentimento de muitos jovens exaustos: "Tenho um filho e não quero mais".
Luo explica que o estresse da sociedade moderna e a falta de conexões humanas reais são obstáculos maiores que o preço de uma caixa de preservativos. Enquanto Pequim tenta "infiltrar-se em cada decisão", a população parece mais preocupada com a incerteza do futuro e a saúde financeira de suas famílias.