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China taxa camisinhas para forçar natalidade e gera revolta: 'custa caro'

A medida visa incentivar novos nascimentos, mas chineses ironizam que existe uma grande diferença entre o valor do preservativo e o custo de um filho

Giovanna Camiotto

Publicado em 07/01/2026 às 00:32

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A China começou a aplicar impostos sobre a venda de preservativos e outros contraceptivos / Pexels

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A China começou a aplicar, neste mês de janeiro de 2026, um imposto de 13% sobre a venda de preservativos e outros contraceptivos. A medida faz parte de uma reforma fiscal que busca incentivar casamentos e nascimentos, em uma tentativa drástica de reverter o envelhecimento populacional.

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No entanto, a estratégia tem sido recebida com ceticismo e ironia pela população chinesa. Para muitos, o aumento no preço do item não resolve o real problema, pois vai de encontro ao altíssimo custo de vida e a pressão social para criar uma criança no país.

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Especialistas e cidadãos apontam que a política pode ser "perigosa" ao desencadear gravidezes indesejadas e riscos à saúde pública. Rosy Zhao, moradora de Xi’an, alerta que estudantes ou pessoas com dificuldades financeiras podem acabar "correndo o risco" de não usar proteção devido ao custo.

A nova reforma fiscal na China estabelece um imposto de 13% sobre preservativos e pílulas anticoncepcionais para tentar elevar a natalidade/Pexels
A nova reforma fiscal na China estabelece um imposto de 13% sobre preservativos e pílulas anticoncepcionais para tentar elevar a natalidade/Pexels
Enquanto taxa contraceptivos, o governo chinês anunciou isenção de impostos para serviços de creche, casamentos e cuidados com idosos/Pexels
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Críticos alertam que o aumento no preço da contracepção pode elevar o risco de gravidez indesejada e a propagação de doenças como o HIV/Pexels
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O país enfrenta um declínio populacional histórico, com o número de nascimentos em 2024 representando apenas metade do registrado há uma década/Pexels
O país enfrenta um declínio populacional histórico, com o número de nascimentos em 2024 representando apenas metade do registrado há uma década/Pexels
Além das taxas, autoridades locais têm gerado polêmica ao questionar mulheres sobre ciclos menstruais e planos de maternidade por telefone/Pexels
Além das taxas, autoridades locais têm gerado polêmica ao questionar mulheres sobre ciclos menstruais e planos de maternidade por telefone/Pexels

Nas redes sociais, o tom é de ridicularização. Um usuário destacou a desconexão da medida com a realidade econômica ao escrever que "as pessoas sabem a diferença entre o preço do preservativo e o custo de criar um filho".

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A pressão estatal tem chegado a níveis intrusivos, com relatos de mulheres recebendo ligações de autoridades perguntando sobre seus ciclos menstruais. No entanto, Daniel Luo, de 36 anos, resume o sentimento de muitos jovens exaustos: "Tenho um filho e não quero mais".

Luo explica que o estresse da sociedade moderna e a falta de conexões humanas reais são obstáculos maiores que o preço de uma caixa de preservativos. Enquanto Pequim tenta "infiltrar-se em cada decisão", a população parece mais preocupada com a incerteza do futuro e a saúde financeira de suas famílias.

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